Timão cria, pressiona e é derrotado em um Dérbi marcado por polêmica
O Corinthians até tentou, competiu e jogou melhor em boa parte do Dérbi, mas saiu da Neo Química Arena derrotado por 1 a 0 pelo Palmeiras, neste domingo (08), pela sétima rodada do Campeonato Paulista. Mais um daqueles jogos nos quais o torcedor fica com a sensação amarga de que o resultado não contou tudo o que foi a partida.

Desde o apito inicial, o Timão mostrou postura. Pressionou, ocupou o campo ofensivo e tentou impor ritmo, algo que nem sempre acontece em clássico. Faltou, mais uma vez, transformar volume de jogo em gol. E quando a chance mais clara apareceu, veio acompanhada de algo que não dá para engolir calado.
O pênalti marcado ainda no primeiro tempo poderia ter mudado completamente o jogo. Mas antes da cobrança, Andreas Pereira protagonizou uma verdadeira trapaça ao cavar a marca do pênalti, mexendo claramente no gramado. Não foi “malandragem do jogo”, foi atitude antidesportiva e pior: escancarada, transmitida ao vivo, sem qualquer reação da arbitragem.
Faltou tato, faltou atenção e sobrou omissão. É inadmissível que, com quatro árbitros em campo e VAR disponível, esse tipo de conduta passe despercebida. O resultado foi imediato: Memphis escorregou exatamente no ponto mexido e desperdiçou a cobrança. Coincidência? Não para quem viu.
Mesmo assim, o Corinthians não se entregou. Continuou tentando, buscando o ataque, empurrado pela Fiel, que mais uma vez fez sua parte. O time foi mais organizado, brigou por cada bola e mostrou que há evolução. Mas futebol também é detalhe e erro se paga caro.
No segundo tempo, a entrada de Rodrigo Garro não surtiu o efeito esperado. O meia entrou mal, errou decisões simples e acabou participando diretamente do lance do gol. Uma falha de leitura, de tempo e de posicionamento que abriu espaço para o Palmeiras definir o jogo.
Ainda assim, é importante dizer: o Corinthians jogou bem. Não foi apático, não foi dominado, não foi covarde. Perdeu porque não matou quando teve a chance, porque sofreu com um erro individual e porque foi prejudicado por uma arbitragem que fechou os olhos para uma atitude grave.
Fica a frustração, a revolta justificada e também a certeza de que o time está no caminho certo, mesmo quando o placar insiste em dizer o contrário.
Que esse jogo sirva de alerta, não de freio. E que o Corinthians siga evoluindo, porque futebol se constrói e clássico se ganha também fora do apito.
Aqui é Corinthians. Sempre.
Por Roanna Marques
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.