Silêncio no Mineirão: a noite em que o Coxa calou a China Azul


Cruzeiro sente o peso dos próprios erros, perde na toca 3 e acende o sinal de alerta

Na noite desta quinta-feira (05), às 21h30, no Mineirão, o Cruzeiro enfrentou o Coritiba e acabou derrotado por 2 a 1, em uma partida marcada por intensidade, falhas coletivas e decisões que pesaram no resultado final. Diante da sua torcida, a Raposa saiu na frente, mas permitiu a virada do adversário e viu um tabu histórico ser quebrado em pleno Gigante da Pampulha.

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Como torcedora, ficou impossível não sair do Mineirão com um sentimento de frustração. O Cruzeiro teve o jogo nas mãos em vários momentos, mas voltou a repetir erros que já vinham aparecendo: desorganização defensiva, dificuldade de criação quando enfrenta linhas baixas e pouca variação tática.

A derrota não foi apenas um tropeço isolado. Ela escancarou a falta de entrosamento do time, escolhas questionáveis e um elenco que ainda parece longe do ideal para sustentar regularidade ao longo da temporada. Aí surge a dúvida? Cadê o entrosamento do ano passado , já que o time manteve sua base.

Diante disso, é fundamental que a diretoria tome atitudes. Não dá mais para tratar esses sinais como algo pontual. Planejamento, reforços pontuais e decisões firmes precisam acontecer agora, antes que os erros se tornem rotina e comprometam os objetivos do clube no ano.

Primeiro Tempo: Cruzeiro e Coritiba em Roteiro de Cinema

O apito inicial soou na Toca 3 e, desde os primeiros minutos, Cruzeiro e Coritiba mostraram que o primeiro tempo não seria para corações tranquilos. A Raposa assumiu o controle da posse, trocou passes, rondou a área e empurrou o Coxa para trás, fazendo a torcida pulsar a cada ataque.

A pressão celeste foi recompensada aos 18 minutos. Matheus Pereira, com a camisa 10 nas costas e talento nos pés, recebeu dentro da área, deu um corte desconcertante que deixou o marcador no chão e finalizou com categoria para abrir o placar. Um golaço, daqueles que levantou o estádio e anunciou o domínio cruzeirense na partida.

Mesmo em desvantagem, o Coritiba não se entregou. Ajustou a marcação, passou a explorar os lados do campo e encontrou espaços conforme o tempo avançava. O Cabuloso seguiu mais presente no ataque, criando chances e mantendo o controle do jogo, mas viu o adversário crescer nos minutos finais da primeira etapa.

E quando tudo indicava que a Raposa iria para o intervalo em vantagem, o Coxa foi cirúrgico. Aos 45 minutos, Sebastián Gómez lançou com precisão, Bruno Melo apareceu livre pela esquerda e serviu Lavega, que só teve o trabalho de empurrar para o fundo da rede. Um golpe certeiro, silenciando por instantes o Mineirão e levando o jogo empatado para o intervalo.

Assim terminou o primeiro tempo: 1 a 1 no placar, intensidade alta, emoções à flor da pele e a certeza de que a segunda etapa ainda reservava mais capítulos dessa disputa eletrizante entre Cruzeiro e Coritiba.

Segundo tempo: Falta de entrosamento do time

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O segundo tempo no Mineirão começou com o Cruzeiro tentando empurrar o Coritiba para trás no grito da torcida. A Raposa voltou mais agressiva, rondou a área, cruzou bolas e buscou o empate com insistência. Mas, a cada investida azul, encontrava um Coritiba atento, fechado e disposto a sofrer o quanto fosse preciso.

O jogo ficou tenso. Houve reclamações, cartões, divididas duras e muita pressão emocional. O Cruzeiro teve volume, povoou o campo de ataque e transformou o goleiro Cássio quase em espectador, enquanto o Coritiba apostava na disciplina defensiva e na velocidade do contra-ataque. O relógio corria, a ansiedade crescia e o Mineirão fervia.

Então, no momento em que o Cruzeiro parecia mais próximo do empate, o golpe veio frio e certeiro. Após uma bola recuperada com rapidez, o Coritiba acelerou. Lucas Ronier conduziu, Breno Lopes apareceu com inteligência, driblou o goleiro e empurrou para o fundo da rede. Era a virada. Um gol que silenciou o estádio e incendiou o banco visitante.

Depois disso, o segundo tempo virou resistência pura. O Cruzeiro tentou de todas as formas: bolas alçadas, chutes de fora da área, cabeceios apressados. O Coritiba fechou os espaços, ganhou tempo, segurou a pressão e jogou com o coração. Até nos minutos finais, com pedidos de pênalti e tensão máxima, o Coxa não se perdeu.

Quando o apito final soou, não foi apenas o fim do jogo. Foi o fim de um tabu de mais de duas décadas. O Coritiba saiu do Mineirão com uma vitória histórica, construída com coragem, organização e oportunismo. Uma noite para ser lembrada pelo torcedor alviverde e difícil de esquecer para a China Azul.

Próximo jogo

O Cruzeiro já vira a chave e entra em campo no domingo (08/02), às 18h, para o clássico contra o América-MG, pelo Campeonato Mineiro, novamente no Mineirão. A partida surge como uma oportunidade imediata de resposta, mas também como mais um teste de maturidade para um time que ainda busca entrosamento e regularidade.

Por Mury Kathellen

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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