Estreia em casa com a cara do Bahia: luta e sofrimento


Entre o alívio e a frustração: Bahia empata com o Fluminense na Arena

Foto: Letícia Martins | ECBahia

Saudações Tricolores!

Com alma, luta e aquele sofrimento típico de quem ama o Bahia, o Esquadrão fez sua estreia em casa na Série A 2026 e ficou no empate em 1 a 1 com o Fluminense, na noite desta quinta-feira (5), pela segunda rodada do Brasileirão. Em um jogo de altos e baixos, o Tricolor de Aço mostrou poder de reação, buscou o empate, mas saiu da Arena com aquele gosto agridoce de que dava pra ter sido mais.

Com o resultado, o Bahia chega aos quatro pontos, sobe uma posição na tabela e ocupa agora a sexta colocação da competição.

A partida

O Bahia começou a partida em ritmo intenso, empurrando o Fluminense para o campo de defesa nos minutos iniciais. Logo de cara, Jean Lucas recebeu passe na grande área e finalizou cruzado, obrigando Fábio a fazer uma grande defesa, no melhor momento do Esquadrão no início do jogo.

Com o passar do tempo, o Fluminense conseguiu equilibrar as ações, passou a trocar passes no campo ofensivo e a criar suas primeiras oportunidades. Aos 19’, o time carioca abriu o placar, em uma jogada bem trabalhada envolvendo quatro jogadores, John Kennedy tabelou pelo alto com Nonato e finalizou na saída de Ronaldo: 1 a 0.

O Bahia quase respondeu imediatamente. Dois minutos depois, Gilberto teve uma chance clara dentro da área, mas isolou a finalização. Daquelas que fazem o torcedor levar a mão à cabeça. Pouco depois, o Fluminense desperdiçou uma oportunidade inacreditável de ampliar. Em contra-ataque pela direita, a bola foi cruzada para a área e Serna, livre, sem goleiro e sem marcação, mandou por cima do travessão. Um verdadeiro livramento para o Esquadrão. Que sorte e que susto!

Na volta do intervalo, o Bahia voltou mais acelerado, com postura agressiva e pressa para resolver as jogadas, tentando evitar a derrota diante da torcida. Mesmo assim, a primeira grande chance foi do Fluminense. Aos 9’, Lucho Acosta finalizou, Serna pegou o rebote, e Ronaldo apareceu bem para salvar o Tricolor.

A resposta do Bahia veio aos 11’, em um verdadeiro balaço de Acevedo, que aproveitou sobra de escanteio e acertou o travessão. A bola teimava em não entrar. Buscando mudar o cenário ofensivo, Rogério Ceni promoveu três alterações aos 15 minutos: entraram Caio Alexandre, Erick e Kike Olivera, nos lugares de Acevedo, Jean Lucas e Pulga. Depois, Sanabria substituiu Ademir.

O Fluminense ainda teve mais uma chance claríssima aos 20’, em contra-ataque, mas Ronaldo fez duas defesas espetaculares, crescendo no momento decisivo e mantendo o Bahia vivo no jogo.

A recompensa veio aos 31’, e com protagonistas que saíram do banco. Sanabria fez boa jogada pela esquerda e cruzou para a área, Fábio falhou e Kike Olivera apareceu para empurrar para as redes. Explosão na Arena, alívio no coração e esperança renovada.

Na busca pela virada, Ceni colocou o jovem Dell no lugar de Willian José, apostando em mais mobilidade no ataque. Mas o roteiro virou cruel. O garoto de 17 anos acabou sendo expulso após um golpe no rosto do zagueiro Freytes, deixando o Bahia com um a menos no momento de maior pressão ofensiva.

Foi pressão até os minutos finais. Fim de jogo, empate e aquela sensação que todo torcedor conhece bem: orgulho pela reação, frustração pelo que poderia ter sido.

Foto: Letícia Martins | ECBahia

Próximo desafio

O Tricolor agora vira a chave para enfrentar a Juazeirense, no domingo (8), pela sétima rodada do Baianão. Pelo Brasileirão, o próximo compromisso será contra o Vasco, em São Januário, na próxima quarta-feira (11).

Por Thamires Barbosa Araújo

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


Deixe um comentário

Veja Também:

Faça o login

Cadastre-se