Quando a tempestade passa, o Leão ruge mais alto


Após um clássico interrompido pela chuva e uma viagem exaustiva, o Mirassol encara o Remo em Belém buscando se firmar na elite

Depois de um confronto de “dois dias” pelo Campeonato Paulista, o Mirassol volta suas atenções para o Brasileirão e encara uma viagem de quase 2,5 mil quilômetros até o Norte do país. Nesta quarta-feira (4), no “tão, tão distante” Belém, o Remo recebe o Leão Caipira pela segunda rodada do campeonato nacional, às 20h.

Foto: Pedro Zacchi

E o que precisa ser dito é que o duelo contra o chamado “Rei da Amazônia” começou bem antes da bola rolar. Porque o Mirassol entrou em campo no domingo (1)… mas só saiu dele na segunda-feira (2). Calma, que essa história merece ser contada.

O início “antecipado” do Brasileirão 2026 tem se emaranhado com os estaduais, e o Leão sentiu isso na pele. Entre uma competição e outra, o time paulista enfrentou o Novorizontino pela 6ª rodada do Paulistão. Durante a partida, uma forte chuva transformou o gramado do Maião em um cenário impraticável, e o confronto precisou ser interrompido no intervalo. Até ali, o visitante vencia. Mas a estrela que brilha é justamente a que não desiste.

O jogo foi retomado na tarde de segunda-feira e, no literal apagar das luzes, o Mirassol buscou um ponto importantíssimo. Nos acréscimos da etapa final, Carlos Eduardo marcou e deixou tudo igual: empate com gosto de resistência.

Com o calendário ainda mais apertado e o desgaste da longa viagem até Belém, o clube solicitou à CBF o adiamento da partida contra o Remo. O pedido, porém, foi negado pela Confederação Brasileira de Futebol.

Rafael Guanaes, técnico da equipe paulista, tratou de valorizar o ponto conquistado e já sinalizou a necessidade de rodar o elenco diante de uma semana encurtada. E o Mirassol, convenhamos, já não é mais surpresa: tem futebol, planejamento e uma confiança que incomoda. O clube que “roubou” uma vaga na Libertadores de 2026 em meio aos chamados clubes “grandes” estreou vencendo o Vasco da Gama e começa o Brasileirão mais confortável do que muita equipe do antigo Clube dos 13.

Com todos esses ingredientes, o Mirassol vai precisar de rodagem — e não apenas de quilômetros voados. Guanaes terá de pensar jogo a jogo em um ano que promete compromissos pesados para o Leão Caipira. Além disso, o time ainda pode ter até quatro desfalques, que seguem sob avaliação do departamento médico: Edson Carioca (em reabilitação), André Luís (desconforto muscular), além de Reinaldo e Daniel Borges, que são dúvidas.

As ausências influenciam diretamente na definição das laterais e nas opções ofensivas. A tendência, porém, é que Guanaes mantenha a estrutura no 4-3-3, com ajustes pontuais. A provável escalação do Mirassol é:Walter; Igor Formiga, João Victor, William Machado e Igor Cariús; Yuri Lara, Neto Moura e Eduardo; Alesson, Negueba (Firmino) e Renato Marques.

Do outro lado, o adversário joga em casa e busca reação. O Remo não teve uma estreia feliz na Série A: foi derrotado pelo Vitória, em Salvador, por 2 a 0. Agora, no Mangueirão e empurrado por sua torcida, o técnico Juan Carlos Osorio deve mandar a campo:Marcelo Rangel; João Lucas, Marllon, Léo Andrade e Kayky Almeida; Patrick de Paula, Zé Ricardo, Yago Pikachu e Ricardo; Alef Manga e João Pedro.

Belém será longe, o calendário será cruel, mas o Mirassol já mostrou: quando a tempestade vem, o Leão aprende a rugir mais alto.

Por Jéssica Salini

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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