Precisamos de um zagueiro URGENTEMENTE, e uma arbitragem boa


Galo estreia no Brasileirão com um empate com erros de velhos conhecidos

Foto: @Atletico

Para a alegria momentânea de todos e posterior choro e desespero de alguns, finalmente está de volta o nosso querido Brasileirão. E dando início na nossa caminhada em busca de não passar mais um ano brigando para não cair, o Galo recebeu o Palmeiras na nossa casa (Arena MRV) e a partida terminou no empate por 2×2.

Um queridíssimo atleticano trouxe um dado importante e, como boa atleticana que sou, acho importante compartilhar com vocês. No dia 19/02/25, o Galo vendeu Otávio ao Fluminense, dia 7/12/25 foi a última rodada do Brasileirão, onde brigamos novamente para não cair, e nessa quarta-feira 28/01/26, tivemos a 1ª rodada do Brasileirão. Nesse intervalo de 11 meses, a fraca SAF teve tempo para procurar UM primeiro volante, e podemos ver nessa partida que ele não chegou.

Além do querido camisa 5, ficou notória a urgência, gritante e todos os alardes possíveis que precisamos de 2 zagueiros bons. Não estou falando daquele que é banco, terceira opção do time lá dos cafundós de Judas, o Galo precisa de dois ótimos zagueiros, principalmente porque nosso Virgínio, vulgo Lyanco, volta apenas em Março e totalmente sem ritmo de jogo.

Dentro do nosso pessimismo, óbvio que o Galo fez um jogo além do esperado e as considerações da partida não vão ficar apenas nessas reclamações, mas é vital pontuar que a torcida cobra desde o ano passado essas duas posições cruciais para o elenco.

Agora de fato falando a partida, o Clube Atlético Mineiro finalmente está começando a praticar aquilo que conhecemos como futebol. Parece que o Sampaoli está achando os seus 11 titulares e o time em campo vem dando uma boa liga.

O Careca mandou a campo o mesmo time que foi a campo no clássico, a única alteração foi a saída do Preciado, que infelizmente se lesionou, e promoveu a entrada do Igor Gomes na meiuca e deslocando o Alan Franco para jogar na lateral.

A partida começou com os dois times se estudando e os goleiros quase nem foram acionados. Apesar do Galo ter criado um pouco mais de chance, quem abriu o placar foi o time adversário em um lance que vem sendo nosso problema há muitos anos: a bola parada. Escanteio para o time de verde, o atleta deles subiu sozinho, até porque o Júnior Alonso é tudo, menos um jogador de verdade, e de cabeça, o placar foi aberto.

Por incrível que pareça, o Galo não se abalou em sair atrás do placar e o empate veio com o recém-contratado que vem jogando o fino da bola, o famoso “The Good Victor”, já que o outro Victor Hugo que temos no elenco é ruinzim com a bola nos pés.

Dentro do que se era esperado, terminar os primeiros 45’ com um empate contra um dos favoritos do Brasileirão não era nada muito ruim.

Foto:@Atletico

Voltamos para a segunda etapa e aí sim os times entraram em campo criando boas chances para ambos os lados. Mais uma vez tivemos grandes defesas de Everson Felipe debaixo das traves, e o juiz que já vinha favorecendo um lado com ausências de cartões, resolveu, juntamente com o VAR, anular de forma inacreditável o gol de virada do Galo, após assistência do Lebron alvinegro e gol de Tomas Cuello.

Com a torcida na bronca e soltando várias palavras não carinhosas ao juiz entre uma música e outra, as redes novamente foram balançadas por um jogador do time Paulista. O querido Khelvin presenciou de perto um baita cruzamento do Scarpa, não quis desperdiçar e jogou contra a própria rede.

Se a pessimista torcida se contentava com um empate, imagina a festa que não estava sendo feita com essa virada. Mas, se alegria de pobre dura pouco, a de atleticano com o falso jogador Júnior Alonso na defesa dura menos ainda.

Ainda estávamos vendo a tabela e soltando aquele famoso “atualiza ai CBF”, e o enganador da camisa 6 resolveu parar no meio do lance para pedir impedimento ao invés de seguir na jogada e marcar o Victor Roque, que fez o gol de empate.

Enquanto ainda soltavamos palavras nada carinhosas ao nosso péssimo zagueiro, o  juiz resolveu não dar um pênalti claro ao nosso favor e muito menos foi aos VAR olhar o lance. Muito fraco no apito e muito tendencioso para um lado só.

Na somatória final e numa análise um pouco mais fria, o empate não é de todo ruim se você pegar elenco e fase das duas equipes. Mas é inadmissível o Galo levar dois gols em duas velhas grotescas de quem só é titular por falta de opção e que senta em campanha de 2021, e o Paulo Bracks ainda tem a cara lavada de falar que “sistema defensivo” não é problema desse time, e é um absurdo o time ser assaltado pela terceira partida seguida e não aparecer alguém da diretoria para reclamar disso, que saudades do meu eterno pai Alexandre Kalil.

Saímos de um pessimismo para um sentimento que parece que as coisas estão caminhando para o lado certo, e mais um bom jogo do Lodi, Victor Hugo e Maycon — elogios com prazos de validade até a próxima partida; mas que continuem assim, praticando o bom futebol.

Próximo jogo

Agora voltamos a campo neste sábado (31), pela sexta rodada do Estadual, com time alternativo, diante o Pouso Alegre, e precisamos vencer para manter viva o sonho do Hepta.

Sentimento, amor sincero ao alvinegro!

 Por: Thais Santos

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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