Em casa, Coritiba é derrotado para o Red Bull Bragantino na estreia do Brasileirão e segue sem vencer no Alto da Glória em 2026
É, meus amigos… começou oficialmente a temporada para o Coritiba. Nesta quarta-feira (28), o time alviverde recebeu o Red Bull Bragantino no Couto Pereira, pela estreia do Brasileirão, e foi derrotado pelo placar de 1 a 0, com um gol chorado marcado por Juninho Capixaba nos acréscimos.

Um resultado difícil de digerir. Gol do adversário marcado aos 48 minutos do segundo tempo em um lance bizarro. Aliás, lances bizarros nesta partida não faltaram: teve expulsão, expulsão revisada e retirada pelo VAR… uma arbitragem bem perdida e pouco preparada em campo. Sejamos sinceros, o resultado não foi injusto, o adversário teve boas chances e jogou grande parte do duelo com um homem a mais, porém, o time alviverde segurou até onde deu. Foi amargo.
Será um longo ano…
O JOGO
O Coritiba iniciou o confronto sendo pressionado pelo adversário e colocando o sistema defensivo para trabalhar. Pedro Morisco já mostrava o porquê é um dos melhores goleiros do país na atualidade: pegava até pensamento do time saBOR energético.
Mas heróis também falham. Aos 27 minutos, após uma reposição equivocada do goleiro alviverde, o adversário partiu em contra-ataque e Josué cometeu falta para interrompê-lo. A arbitragem inicialmente aplicou o amarelo, mas, após revisão do VAR — que considerou o camisa 10 como o último homem —, o meia acabou expulso. Em um lance que me pareceu bastante duvidoso, o Coxa acabou ficando com um a menos. Em seguida, na cobrança da falta, Morisco se redimiu e evitou o gol com uma grande defesa.
Com um a menos, o Verdão teve que “se virar nos 30” e segurar o time organizado comandado por Vagner Mancini. Apesar da vantagem numérica em campo, o adversário pouco pressionou e, quando o fez, Morisco estava lá.
Na segunda etapa, o Bragantino voltou melhor, mas o Coritiba também buscou o seu espaço e quase abriu o placar com Lavega, aos 4’. Logo em seguida, o zagueiro adversário Pedro Henrique (aquele, ex-rival), mal entrou e já levou cartão vermelho direto por lance faltoso em Pedro Rocha. O atleta deixou o braço na cara do atacante, e a arbitragem entendeu que era lance para expulsão, mas o VAR chamou para analisar, revisou e justificou que o lance não era para “tanto”, fazendo o juiz retirar o vermelho e trocar pelo amarelo.

O lance foi o combustível que o Bragantino precisava. Pedro Morisco defendeu o que pôde, mas aos 48 minutos veio o lance que definiu a partida: em uma jogada do Braga, Juninho Capixaba subiu entre os marcadores e mandou para o gol. A bola não chegou a tocar a rede e o goleiro alviverde foi nela, mas ela ultrapassou a linha e a arbitragem confirmou o tento para eles.
O resultado foi amargo, foi dramático, foi doloroso. Ser derrotado com um a menos é até esperado pelo contexto, mas com gol nos acréscimos foi com requintes de crueldade. Claro que ainda não há terra arrasada, mas o que já vimos em campo neste início de temporada mostra o que já sabemos: precisa contratar o quanto antes, e precisa ser certeiro.
O técnico Fernando Seabra declarou após a partida:
“Eu fiquei bastante satisfeito, sim. Mas muito satisfeito com o que a equipe apresentou, sabendo que as dificuldades nesse cenário especial eram grandes. Mesmo com um a menos, o objetivo era conseguir ser adulto e também levar perigo. Isso é uma construção”, disse.
Até entendo a análise do treinador, mas não tem como ficar satisfeito com uma derrota dentro de casa. Aliás, já são sete jogos sem vencer no Couto Pereira – contando as partidas da série B no ano passado -, um fator preocupante, afinal, a nossa casa sempre foi o diferencial para bons resultados.
Agora, o Coritiba volta as atenções para o Campeonato Paranaense. No próximo sábado (31), às 16h, o time alviverde enfrenta o Cianorte, no estádio Albino Turbay, pela primeira partida das quartas de final. Pelo Brasileirão, o Coxa enfrenta o Cruzeiro na quinta-feira (5), às 21h30, no Mineirão.
VAMOS, COXA!
Por Viviane Mendes, Coxa doida de coração.
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