Deu Coringa! Deu Corinthians!


Contrariando o favoritismo estadunidense, Corinthians vence o Gotham e garante a classificação para a final do Mundial de Clubes Feminino

Passadas algumas horas do fim do jogo, a ficha ainda não caiu. A cada vídeo, foto, lembrança, as lágrimas enchem os olhos e é impossível conter a emoção. Vivemos um sonho, esta é a verdade. Vivemos a loucura de ser Corinthians: de acreditar, torcer e ter fé. Jogamos com humildade e batemos de frente, aliás, deixamos pelo caminho quem era tido como favorito. É como disse Tamires: a soberba precede a queda. Alô, Gotham? Aquele abraço! Aqui é Corinthians!

(Photo by Catherine Ivill – AMA/Getty Images)

Vamos falar do jogo?

As Brabas souberam sofrer e aguardar a chance de matar a partida, ainda que tenham, sim, testado os corações alvinegros. As Bats pressionaram desde o início com um jogo agressivo, marcando a saída de bola. A resposta alvinegra foi adiantar a marcação.

Os erros de passe atrapalharam as duas equipes, mas a marcação corinthiana foi quem mais deixou a desejar. Outro ponto que quase colocou tudo a perder foram as saídas de bola defensivas, principalmente com a goleira Lelê.

O jogo ficou no “perde e ganha”, no ataque contra defesa. Nos resumimos a esperar o contra-ataque, o erro adversário. E numa falha do Gotham, Duda Sampaio quase marcou um golaço. Em um chute de longe, Duda tentou surpreender a goleira, mas a bola caprichosamente passou à esquerda do gol.

As norte-americanas tiveram inúmeras chances de abrir o placar, mas Lelê e a defesa alvinegra pararam o ímpeto adversário. E como “quem não faz, toma”, finalmente veio o alívio. Em ataque de Ivana Fuso, Tamires recebeu e cruzou para Gabi Zanotti. A 10 ajeitou e finalizou; a bola quicou no gramado e enganou a goleira estadunidense, que aceitou o gol para delírio da Fiel.

Choro, emoção. As palavras sumiram. Só conseguia chorar e agradecer a oportunidade de ser corintiana e ter um time tão potente.

Depois do gol, foi retranca. Foi contra tudo e todos. A arbitragem deu 8 minutos, que se tornaram 13. Deixou as norte-americanas “pintarem e bordarem”, mas elas não acharam nada. Era nossa a classificação, era dia de Corinthians!

(Photo by Harriet Lander – FIFA/FIFA via Getty Images)

Tem que respeitar! Vencemos no coletivo, na paciência. Agora é trabalhar e esperar o vencedor do duelo entre Arsenal e ASFAR. Domingo é dia de decisão, é dia de coração na boca, de fé e corinthianismo!

Vamos, BRABAS!

Por Mariana Alves

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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