Revés no Fla-Flu expõe erros, custa caro na tabela e pressiona o Rubro-Negro na reta final da Taça Guanabara
O Flamengo foi derrotado pelo Fluminense por 2 a 1 neste domingo (25), no Maracanã, pela 4ª rodada do Campeonato Carioca. Serna e John Kennedy marcaram para o tricolor, enquanto Everton Cebolinha descontou para o Rubro-Negro em um clássico marcado por chuva intensa, paralisação e erros decisivos.
O Fla-Flu mal havia começado quando o céu resolveu virar personagem principal. A forte chuva que caiu sobre o Maracanã encharcou o gramado e obrigou a arbitragem a paralisar a partida logo aos nove minutos do primeiro tempo. Foram 45 minutos de espera, ansiedade nas arquibancadas e um jogo que, quando voltou, já carregava outra atmosfera: mais pesado, mais truncado, mais nervoso.

Com a bola rolando novamente, o clássico passou a ser disputado em condições longe do ideal. O Flamengo teve dificuldades na circulação, errou mais do que costuma e viu o Fluminense se sentir mais confortável no caos. Ainda assim, o Rubro-Negro teve chances claras na primeira etapa. A melhor delas com Samuel Lino, que recebeu livre dentro da pequena área após cobrança de escanteio, mas não conseguiu finalizar como o lance pedia. Antes disso, um gol de Carrascal chegou a levantar a torcida, mas foi corretamente anulado por impedimento.
O Fluminense também levou perigo. Serna obrigou o estreante Andrew a fazer grande defesa em chute de fora da área, mostrando que o jogo estava aberto, mas ainda sem dono.
No segundo tempo, o Flamengo voltou tentando adiantar as linhas e pressionar a saída tricolor. No entanto, o futebol pune distrações e foi exatamente em um erro que a partida começou a escapar. Aos 6’, Léo Ortiz falhou na saída de bola, o Fluminense acelerou a transição e Serna invadiu a área para finalizar cruzado e abrir o placar. Um golpe duro em um jogo que pedia concentração máxima.
O cenário piorou aos 20’. Em cobrança de escanteio, a defesa rubro-negra voltou a falhar, e a bola sobrou para John Kennedy, que não desperdiçou: 2 a 0. Silêncio nas arquibancadas rubro-negras, frustração em campo e a sensação de que o clássico estava escapando mais por erros próprios do que por superioridade adversária.
Mas clássico nunca é jogo encerrado antes do apito final. Aos 27’, após cobrança de escanteio, Cebolinha apareceu bem e desviou de cabeça para diminuir o placar. O gol reacendeu o time, incendiou a torcida e devolveu ao jogo a tensão que só um Fla-Flu consegue produzir. Pouco depois, o próprio Cebolinha quase empatou em chute de fora da área, exigindo grande defesa de Fábio.
Nos minutos finais, o Flamengo tentou no abafa, na raça, no peso da camisa. Faltou organização, sobrou nervosismo, e o empate que parecia possível acabou não vindo.

A derrota pesa na tabela e no contexto. Com apenas quatro pontos e apenas mais um jogo a disputar na fase de grupos, o Flamengo agora depende de uma combinação de resultados para escapar do quadrangular do rebaixamento. Um cenário bastante incômodo.
Entre chuva, paralisação e falhas, o clássico deixou lições duras. E no Flamengo, como sempre, perder nunca é só perder… é cobrança, é pressão, é necessidade de resposta imediata. Porque vestir essa camisa significa entender que cada jogo carrega seu peso e responsabilidade. Mesmo nos dias em que o céu desaba.
Por Rayanne Saturnino
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