Ruralito ou não: clássico é GUERRA!


Colorado recebe o rival em casa para a disputa do GreNAL 449

Neste domingo (25), o Gigante da Beira-Rio, em Porto Alegre, abre as suas portas para receber o clássico de maior rivalidade do país. Internacional e Grêmio – atual menor time da cidade – vão a campo pela quinta rodada do Campeonato Gaúcho, em uma reedição do primeiro jogo da final de 2025. A bola rola às 20h.

A expectativa é de casa cheia dos dois lados e, sobre a partida em si, trabalhamos com duas possibilidades: ou será o jogo mais disputado e melhor executado do campeonato ou a pelota vai sofrer mais do que CLT quando descobre que o feriado é no domingo. Não existe meio termo, como nada nesse estado.

(Crédito: Ricardo Duarte)

Clássico que é clássico começa polêmico muito antes dos portões do estádio serem abertos e, com o maior de todos, não foi diferente. O GreNAL 449 estava marcado inicialmente para ser disputado no dia 24 de janeiro, sábado, às 18h30 – que já era uma escolha horrorosa, visto que um jogo desses de parar a cidade deveria sempre priorizar o período da tarde. Então, por conta da partida entre Guarany e GFBPA, que aconteceu em Bagé na quarta-feira (21), o Tricolor pediu que o jogo acontecesse um dia depois e mais tarde, alegando que a viagem de volta seria desgastante. 

O motivo até é válido, também porque sabemos que as estrelas do futebol gaúcho têm se mostrado ser de vidro já há algumas temporadas, contudo, é irreal para mim pensar que a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) já não havia calculado o tempo de viagem, descanso e treino entre as duas partidas e achado o período entre elas satisfatório. Além disso, o próprio Colorado não havia concordado com a mudança, defendendo que um jogo no sábado à tarde era muito mais benéfico para o comparecimento de ambas as torcidas, facilitando a viagem de quem vem de outras cidades. 

O que eu espero é que a Federação entenda que uma mudança dessas abre margem para que outros times aleguem as mesmas coisas e, se acontecer, tais pedidos precisam ser acatados, pela isonomia do campeonato – mesmo que afete logística e/ou calendário. 

Até porque, segundo o regulamento, “qualquer jogo do GAUCHÃO SUPERBET 2026 poderá ser remanejado do dia ou alterado seu horário por solicitação das empresas detentoras dos direitos de transmissão/televisionamento ou pela direção executiva da FGF, quando assim entender para o bom andamento da competição”. Que eu saiba, o rival não é uma empresa detentora dos direitos de transmissão, mas talvez eles tenham algo a ver com a direção executiva da Federação. Vai saber…

De qualquer maneira, a FGF acatou o pedido e cá estamos nós nos preparando para um clássico desse porte ocorrendo às 20h de um domingo. Quem se importa se os torcedores, colorados e tricolores, precisam acordar cedo no outro dia ou mesmo voltar para casa usando a BR-116 após as 23h, né? Logística é tudo gurizada!

Para esta partida, o time titular já teve um teste bastante sólido no Clássico dos Xarás – como Natália Lara apelidou o embate entre Sport Club Internacional e Esporte Clube Internacional de Santa Maria. Pezzolano testou a saída de bola com três jogadores de defesa, avançando Bernabei quase como se fosse um ponta, e o ataque, ainda centralizado em Borré, porém com Carbonero um pouco mais aproximado dele, podendo tabelar e servir. 

Contra os Diabos Rubros também tivemos a estreia de Paulinho Paula, que teve uma atuação até que apagada, mas nada diferente do esperado para uma primeira vez, e de Félix Torres que em um jogo igualou o número de gols que marcou em 80 partidas disputadas pelo Corinthians: um. 

A maior novidade da semana talvez seja o fato de que o meio-campista Rodrigo Villagra – ex-CSKA Moscou – finalmente bidou e está à disposição do Papa para, quem sabe, impedir que tenhamos que assistir a Ronaldo apanhando da bola por 90 minutos. Por ser recente, possivelmente sua entrada não seja promovida no clássico, mas já me conforta saber que temos mais opções na volância. 

(Crédito: Ricardo Duarte)

Diante das novidades e – infelizmente – da boa saúde e vontade de alguns pernas de pau, os prováveis 11 nomes a iniciarem o GreNAL 449 são: Rochet; Bruno Gomes, Mercado, Victor Gabriel (Félix Torres) e Bernabei; Ronaldo, Paulinho, Vitinho, Alan Patrick e Carbonero; Borré.

Esta semana, o novo diretor de futebol colorado, Fabinho Soldado, promoveu a ida de Paulinho, Félix e Villagra até o museu do Inter. Em um post no Instagram, Soldado disse que chegar no Internacional não é chegar em qualquer lugar, mencionando nossa história e nossos títulos como coisas a serem admiradas por nossos atletas. Jogar no Internacional, independente da fase, é um privilégio, e ele vai seguir passando esse pensamento à frente fazendo questão que todo jogador que tenha a honra de vestir a nossa Camisa Vermelha, conheça a nossa história e era exatamente isso que eu precisava saber durante uma semana de clássico.

Mesmo que ainda não consigamos confiar 100% no grupo e mesmo que a gente ainda não conheça bem todos os nomes, a métrica é e sempre vai ser apenas uma: GreNAL não se joga, se GANHA! Qualquer coisa diferente disso, é fracasso. Qualquer coisa que não seja a vitória, não serve. 

Então, jogadores, joguem por mim, joguem por vocês, pelas famílias que vibram com os seus gols e pelos desconhecidos que se abraçam no momento da emoção. Joguem pela camiseta, pelo Rio Grande, pelo nosso amor, pela cantoria, pela briga, pelo trago, por Bodinho, Dom Elias e também Falcão. Joguem pelas nossas cores, pela nossa história, pela hegemonia absoluta em clássicos que é nossa e sempre vai ser. Joguem por tudo isso, mas com apenas um objetivo: a vitória!

Aos que já estavam com a gente: vocês sabem exatamente o que fazer e o que não fazer. Já ganhamos esse jogo 165 vezes, a gente sabe como se faz. Aos novatos: sim, tem muita pressão, vão se acostumando, mas, ao mesmo tempo, aproveitem porque vocês estão prestes a passar por uma experiência única na vida de vocês. O primeiro GreNAL a gente nunca esquece!

Portanto, domingo é dia de guerra, não nas ruas de Porto Alegre, mas no solo mais sagrado do estado. 

Domingo é dia de lembrar que essa torcida que embala o teu trabalho, jogador, daria a vida por um campeonato. E daria a vida sabendo que não vai para o céu de jeito nenhum, afinal, SE O CÉU É azul, O INFERNO É O MEU DESTINO!

Por Luiza Corrêa

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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