Virada Celeste e vaga para final


Cruzeiro supera o Grêmio por 3 a 2 em Taubaté e garante vaga na decisão da Copinha 2026

Na noite desta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, o Cruzeiro escreveu mais um capítulo marcante de sua trajetória na Copa São Paulo de Futebol Júnior. No Estádio Joaquim de Moraes Filho, em Taubaté, a equipe celeste venceu o Grêmio por 3 a 2, de virada, em um confronto intenso e cheio de reviravoltas, garantindo vaga na grande final da competição.

Foto: Igor Garcia / @_garciafoto

Após sair atrás no placar ainda no primeiro tempo, o Cabuloso mostrou força emocional e maturidade coletiva para reagir. Os gols de Baptístella, Eduardo Pape e Murilo foram decisivos para a classificação, em uma atuação marcada pela persistência ofensiva, eficiência nos momentos-chave e poder de reação diante de um adversário tradicional. A vitória confirmou o Cruzeiro como o primeiro finalista da Copinha 2026 e reforçou o protagonismo da equipe ao longo do torneio.

PRIMEIRO TEMPO:

O primeiro tempo foi intenso desde o apito inicial, com o Grêmio mostrando eficiência logo nos minutos iniciais e o Cruzeiro buscando resposta na base da posse e da insistência ofensiva. A equipe gaúcha aproveitou bem os espaços e abriu o placar cedo: após cruzamento na área, João Borne escorou de peito e Harllley finalizou com frieza, vencendo Vitor Lamounier e colocando o Grêmio em vantagem.

Mesmo em desvantagem, o Cruzeiro não se perdeu. A equipe passou a circular mais a bola, avançou suas linhas e tentou ocupar o campo de ataque, especialmente pelos lados. A pressão aumentou e foi recompensada. Em uma jogada de insistência, Baptístella finalizou rasteiro, a bola tocou na trave, percorreu a linha do gol e gerou dúvida. Após a checagem do VAR, o árbitro confirmou o empate cruzeirense, recolocando o jogo em equilíbrio.

O duelo seguiu movimentado, com o Cruzeiro tentando assumir o controle das ações e o Grêmio apostando na velocidade dos contra-ataques. E foi justamente dessa forma que o time adversário voltou a ser letal. Em transição rápida, João Borne avançou com liberdade e serviu novamente Harllley, que bateu forte e rasteiro, no canto, para marcar o segundo gol gremista ainda na etapa inicial.

Nos minutos finais do primeiro tempo, o ritmo seguiu alto. O Cruzeiro manteve a postura ofensiva, tentou bolas alçadas na área e pressionou em busca de novo empate, enquanto o Grêmio se mostrou confortável defendendo e explorando os espaços deixados pelo adversário. Assim, a primeira etapa terminou com vantagem dos gaúchos, refletindo um tempo marcado por intensidade, respostas rápidas e eficiência nos momentos decisivos.

Foto: Vitor Vidal/Agência F8/Gazeta Press

SEGUNDO TEMPO:

O segundo tempo começou mais estudado, com as duas equipes ajustando a marcação e reduzindo os espaços. O Grêmio tentou administrar a vantagem com troca de passes, enquanto o Cruzeiro manteve a postura agressiva, empurrando o jogo para o campo de ataque e demonstrando que ainda havia história a ser escrita naquela noite.

A tensão aumentou quando o Cruzeiro chegou a balançar as redes em cobrança de escanteio, mas o gol foi anulado após a arbitragem apontar que a bola havia saído pela linha de fundo antes da finalização. Mesmo com a frustração momentânea, o time Celeste não se abalou. Seguiu pressionando, insistindo nas bolas paradas e nos chutes de média distância, empurrado pela urgência do empate.

A recompensa veio aos 29 minutos. Após a defesa do Grêmio afastar parcialmente um cruzamento, a bola sobrou para Eduardo Pape, que soltou um chute firme de fora da área. A finalização encontrou o caminho do gol e recolocou o Cruzeiro na partida, incendiando o confronto e mudando o clima do jogo.

Com o empate, o Grêmio passou a se lançar ao ataque, deixando espaços preciosos. O time Mineiro, mais equilibrado emocionalmente, soube esperar o momento certo. Aos 36 minutos, Murilo arriscou um lançamento fechado pela esquerda. A bola atravessou a área, enganou a defesa e morreu direto no fundo da rede, selando a virada cruzeirense de forma inesperada e decisiva.

Os minutos finais foram de pura entrega. O Grêmio tentou o tudo ou nada, enquanto o Cruzeiro se fechou, bloqueou finalizações e contou com defesas importantes para sustentar a vantagem. Quando o apito final soou, confirmou-se não apenas a vitória, mas uma classificação marcada por resiliência, coragem e um segundo tempo que transformou pressão em glória.

Com a vaga garantida na final, o Cabuloso agora volta as atenções para o último e mais decisivo passo da campanha. Depois de uma trajetória marcada por consistência, superação e jogos intensos, a equipe Celeste se prepara para disputar o título da Copa São Paulo de Futebol Júnior, carregando confiança, maturidade e a força de um grupo que mostrou saber reagir nos momentos mais difíceis.

O desafio final promete ser à altura da caminhada construída até aqui. A Raposa entra em campo buscando coroar a campanha com o troféu, mantendo a identidade competitiva que a levou à decisão e transformando cada minuto em mais um capítulo de uma história que já é especial.

Próximo jogo

O Cruzeiro vai conhecer nesta quinta-feira (22) seu adversário na grande final. O oponente da Raposa sairá do duelo entre São Paulo e Ibrachina. Ambos se enfrentam no Morumbis, às 21h30.

Por Mury Kathellen

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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