Cruzeiro vence o Santos em São Carlos e garante classificação às quartas de final

Na noite desta sexta-feira (16), em São Carlos, o Cruzeiro venceu o Santos por 3 a 1 e confirmou sua classificação para as quartas de final da Copa São Paulo de Futebol Júnior.
Em um duelo intenso e cheio de emoções, a equipe celeste foi decisiva no segundo tempo e construiu o resultado com gols de Rayan, Fernando e Pietro. O Santos chegou a reagir com João Alencar, pressionou na reta final e criou boas chances, mas parou nas defesas decisivas do goleiro Victor e na eficiência cruzeirense nos momentos-chave da partida.
Primeiro tempo: equilíbrio e pressão
O primeiro tempo de Cruzeiro x Santos foi marcado por equilíbrio, intensidade e momentos de pressão dos dois lados. Desde o apito inicial, o Santos mostrou disposição para explorar os lados do campo, especialmente pela esquerda, com Mateus Xavier sendo bastante acionado e forçando a defesa celeste a trabalhar em cruzamentos e bolas paradas.
Nos minutos iniciais, o time paulista chegou com finalizações de média distância e presença ofensiva, levando perigo em escanteios e jogadas aéreas. A defesa do Cruzeiro respondeu bem, afastando cruzamentos e contando com segurança do goleiro Rodrigo quando exigido.
Com o passar do tempo, o Cruzeiro passou a crescer na partida. A equipe encontrou espaços pelos lados, acumulou escanteios e teve seu melhor momento na chamada “blitz” ofensiva, quando empilhou finalizações seguidas, mas esbarrou na organização defensiva do Santos, que conseguiu bloquear e afastar as tentativas.
O Santos voltou a assustar em bolas paradas, principalmente em cobrança de falta de JP Chermont, em que Pedro Assis desviou com perigo e a bola passou raspando a trave direita, no lance mais perigoso da etapa. Houve ainda parada técnica para hidratação, que esfriou um pouco o ritmo, mas não alterou o cenário de jogo truncado e disputado.
Nos minutos finais do primeiro tempo, o Cruzeiro tentou pressionar novamente, inclusive em escanteio pela direita, enquanto o Santos manteve atenção defensiva e buscou saídas rápidas. O apito final da etapa confirmou um 0 a 0 coerente com o que foi visto em campo: um jogo intenso, com boas chegadas, mas sem a eficácia necessária para abrir o placar.
Segundo tempo: gols, pressão e classificado Cabulosa
O segundo tempo começou em ritmo acelerado em São Carlos e rapidamente ganhou contornos decisivos. Logo nos primeiros minutos, o Cruzeiro foi letal. Em jogada bem construída pelo lado direito, Rayan recebeu, tabelou e soltou uma finalização potente para abrir o placar, incendiando a partida e dando vantagem ao time celeste.
Mesmo em desvantagem, o Santos não se entregou. O Peixe respondeu com intensidade, passou a ocupar o campo de ataque e criou boas chances, exigindo atenção máxima da defesa cruzeirense e do goleiro Victor, que apareceu com defesas importantes em momentos de pressão santista. Em uma das chegadas mais perigosas, a bola chegou a explodir na zaga, mantendo o jogo aberto e tenso.
O Cruzeiro, por sua vez, mostrou maturidade para explorar os espaços deixados pelo adversário. Em contra-ataque rápido e bem executado, a equipe ampliou a vantagem com Fernando, que apareceu na área para finalizar com precisão e colocar 2 a 0 no marcador. O gol deu mais tranquilidade ao Cabuloso, mas não esfriou o duelo.
O Santos seguiu insistindo, especialmente nas bolas paradas, e conseguiu diminuir o placar com João Alencar, que subiu bem após cobrança de escanteio e recolocou emoção na reta final. A partir daí, o Peixe pressionou, alugou o campo de defesa do Cruzeiro nos acréscimos e esteve muito perto do empate, parando em mais uma defesa decisiva de Victor, em lance que levantou o público.
Quando o jogo parecia caminhar para um desfecho dramático, o Cruzeiro foi novamente cirúrgico. Já nos minutos finais, após bola na trave em tentativa de Murilo, Pietro apareceu atento para aproveitar o rebote e marcar o terceiro gol, selando a vitória e a classificação celeste.
O apito final confirmou um segundo tempo intenso, de fortes emoções, alternância de momentos e protagonismo decisivo do Cruzeiro, que venceu por 3 a 1 e garantiu sua vaga nas quartas de final da Copinha.
Por Mury Kathellen
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