Cruzeiro sai atrás, reage no segundo tempo, vence o Meia-Noite por 3 a 1 e garante vaga na próxima fase da Copinha

Na segunda-feira (12), o Cruzeiro mostrou força, maturidade e poder de reação para superar o Meia-Noite por 3 a 1, em duelo válido pela Copa São Paulo de Futebol Júnior, no estádio Galileu de Andrade Lopes, em Patrocínio Paulista. Depois de sair em desvantagem ainda no primeiro tempo, a Raposa voltou do intervalo com postura agressiva e resolveu o jogo em poucos minutos.
Pietro foi decisivo ao marcar o gol de empate logo na primeira jogada do segundo tempo, dando início à virada celeste. Na sequência, Akiles apareceu com oportunismo para colocar o Cruzeiro à frente, e Eduardo Pape fechou a conta com um belo gol pela direita, coroando a atuação dominante da equipe. Com o resultado, o time celeste confirmou a classificação e manteve o embalo na competição com 100% de aproveitamento.
Primeiro tempo: Domínio sem gol, castigo no placar
O Cruzeiro foi dono do primeiro tempo, mas saiu para o intervalo em desvantagem na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Desde os minutos iniciais, a Raposa impôs ritmo forte, ocupou o campo ofensivo e empilhou chances, transformando a área adversária em cenário constante de perigo.
Logo no começo, o time celeste pressionou alto e criou oportunidades claras. Eduardo Pape arriscou de fora, Pietro apareceu bem pelo alto, Gustavo Zago quase marcou de sobra na pequena área, e a bola insistiu em não entrar. O goleiro Eduardo, do Meia-Noite, foi protagonista, salvando o adversário em sequência e segurando o ímpeto cruzeirense.
Com posse majoritária e circulação paciente, o Cruzeiro rondou o gol, buscou jogadas pelos lados e tentou furar a defesa fechada, mas esbarrou na falta de precisão nas finalizações. O Meia-Noite, acuado na maior parte do tempo, encontrou no contra-ataque sua válvula de escape e foi justamente nela que o jogo mudou.
Na única chegada mais aguda, a equipe adversária conquistou um pênalti. Na cobrança, aos 17 minutos, Valter Gabriel bateu com frieza, rasteiro, no canto, e abriu o placar. O golpe foi duro para quem dominava a partida.
A resposta veio rápida. Pouco depois, o Cruzeiro também teve a chance do empate em cobrança de pênalti, mas novamente Eduardo apareceu, defendendo e frustrando a reação imediata. Até o apito final do primeiro tempo, a Raposa seguiu pressionando, cruzando, rondando a área e insistindo, mas sem conseguir transformar volume em gol.
Assim, apesar do controle do jogo e das inúmeras oportunidades criadas, o Cruzeiro foi para o intervalo atrás no placar, em um primeiro tempo que mostrou superioridade no desempenho, mas eficiência do outro lado. A história, no entanto, ainda estava longe de terminar.
Segundo tempo: Reação, criada e classificação
O segundo tempo começou como o primeiro havia terminado: com o Cruzeiro decidido a mudar o rumo da história. E a resposta veio imediatamente. Logo na saída de bola, a Raposa acelerou, encurtou caminhos e foi premiada. Pietro apareceu entre os zagueiros, girou com categoria e bateu no canto, empatando a partida ainda nos primeiros instantes e incendiando o jogo.
O gol foi o empurrão que faltava. Com intensidade alta, linhas avançadas e presença constante no campo ofensivo, o Cruzeiro tomou de vez o controle do confronto. O Meia-Noite até tentou sair mais para o jogo, mas encontrou uma defesa bem postada e pouca margem para criar.
A virada não demorou. Aos oito minutos, Akiles apareceu pela direita, tabelou, atacou o espaço e, com oportunismo, soltou a bomba na pequena área para balançar as redes. Era o retrato do segundo tempo: pressão, agressividade e eficiência. O Cruzeiro virou o jogo com autoridade.
Mesmo em vantagem, a Raposa não diminuiu o ritmo. Seguiu rodando a bola, explorando os lados do campo e empurrando o adversário para trás. Aos 18 minutos, veio o golpe definitivo. Eduardo Pape avançou pela direita e, ao tentar o cruzamento, acertou em cheio o caminho do gol. Um golaço para ampliar o placar e transformar a superioridade em tranquilidade, ainda que o atacante tenha deixado o campo sentindo dores após a jogada.
Com o 3 a 1 no marcador, o Cruzeiro administrou o resultado com maturidade. Controlou o tempo, neutralizou as tentativas finais do Meia-Noite e manteve a posse até o apito final. O jogo perdeu intensidade nos minutos derradeiros, mas ganhou o peso da missão cumprida.
Assim, o segundo tempo confirmou o que o desempenho indicava desde o início: a Raposa reagiu, virou, venceu e carimbou a vaga na próxima fase da Copinha, mostrando força mental, poder de reação e futebol para seguir sonhando alto na competição.
O Cruzeiro aguarda o vencedor de Ponte x Francana-SP para enfrentar na terceira fase.Por
Por Mury Kathellen
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