Merengue? dê “bença” para o pai de vocês porque a freguesia continua!
Todo amante do futebol já ouviu a famosa frase “clássico não se joga, se ganha”, e mais uma vez o Barcelona fez valer essa lei da pelota. Jogando nas Arábias, pela final da Supercopa da Espanha, neste domingo (11), o elenco Blaugrano venceu o rival de Madrid por 3 a 2 e levantou o caneco pela segunda temporada consecutiva – a 16° vez.

O rival fez o seu camisa 10 pegar um avião só para esse duelo, teve uma ajuda escancarada da arbitragem, que mais uma vez foi fraquíssima, mas de nada adiantou. No fim deu a lógica: amargaram mais um vice para o gigantesco da Catalunha.
Flick realizou duas alterações cruciais em relação ao time que disputou a semifinal, promovendo as entradas do amado idoso Lewandowski, e o do jovem Lamine Yamal.
Antes da bola rolar, o favoritismo já era todo nosso e depois do apito inicial isso só concretizou. Enquanto o elenco Culé dominava a partida sem dar chances para o adversário, o rival veio com uma proposta de jogar por uma bola e bater em todos os lances possíveis, e em todos eles a arbitragem se fez de “cega” e não aplicou um cartão sequer.
Com superioridade em campo, mas encontrando dificuldade para quebrar a retranca de quem veste branco, nossa melhor chance veio com Raphinha, que perdeu um gol inacreditável. No entanto, não deu tempo para se lamentar e o rival deu um presente nos pés do Fermin Lopez, que lançou em profundidade para o dono da 11 deixar a marcação no chão e balançar as redes.
Com o placar a nosso favor, o Barcelona fez uma verdadeira blitz na grande área adversária, mas não aproveitou nada. O primeiro tempo se encaminhava para o fim, quando Eric Garcia achou de bom tom dar um passe errado no meio de campo que resultou no empate, após um salseiro do 7 adversário em cima do Kounde, que estava em noite para esquecer juntamente com o Cubarsi.

Não deu tempo de proferir todas as palavras de ódio sob o sistema defensivo e as redes estavam sendo balançadas novamente por Lewandowski, encobrindo o arqueiro adversário após belíssima assistência do Pedri. Os minutos dos acréscimos já tinham acabado, porém o juiz foi deixando o jogo rolar até o empate do time de Madrid. O gol veio após cobrança de escanteio e um vacilo geral da defesa do Barcelona, que sofreu o revés de um cara que estava caído no chão.
Após o empate de quem veste branco, o juiz resolveu encerrar o primeiro tempo para a revolta de todo elenco Culé, deixando tudo aberto para os últimos 45’.
Com o segundo tempo totalmente aberto, a partida ficou mais disputada com boas chances para ambos os lados, mas no fim valeu a soberania Cule e a qualidade de quem entende de futebol. Raphael Dias Belloli, o GOAT, o verdadeiro campeão da bola de ouro, demonstrou o porque é peça importantíssima nesse time e recolocou o Barça à frente do placar. O camisa 11 está focado em mais uma grandíssima temporada e deixou claro que além de Gael, o Real Madrid, também é seu filho.
Com a vantagem no placar, o Barcelona administrou mais a partida, perdeu algumas chances inacreditáveis e viu Joan Garcia salvar nas poucas chegadas do rival. Ainda deu tempo para o juiz expulsar o De Jong, mas de nada adiantou e o título vai para a Catalunha mais uma vez.
Apesar do choro do técnico adversário, todo mundo sabe que todo clássico vale muito e se tem em disputa o primeiro título da temporada, esse jogo passa a valer muito mais. Enquanto continuam na arrogância, mesmo vivendo uma temporada ruim, o Barcelona segue empilhando títulos e mostrando quem manda em El Clásico, e na Espanha também.
Importante frisar mais um jogo decisivo do Raphinha, que termina a competição com o título, o troféu de MVP, mais uma vez, e termina como artilheiro da competição. Mais uma vez o meu camisa 11 coloca uma final no bolso e é o responsável por mais um título nosso.
Em entrevista pós título, o atacante Culé falou sobre a importância do Flick para a sua permanência no clube:
“Hansi Flick mudou a minha vida. Eu estava com um pé fora do Barça, mas ele me ligou e disse que me queria na equipe dele. Isso é tudo o que um jogador de futebol espera de um treinador. Se eu ganhei a Supercopa hoje, é graças a ele.”
Sem muito tempo para comemorar, o elenco volta a campo nesta quinta-feira (15), diante do Racing, às 17h, pelas oitavas de final da Copa do Rei.
Pero nunca dejaré de ser del Barça. La decepción es temporal, el amor por ti es eterno!!
¡Visca El Barça!
Por: Thais Santos
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.