Falhas defensivas custam a vitória do Coritiba contra o Londrina


Com superioridade numérica no segundo tempo, Coxa deixa escapar os três pontos em empate por 2 a 2 no Couto Pereira

Foto: JP Pacheco

O Coritiba empatou com o Londrina em 2 a 2, neste sábado (10/01), pela 2ª rodada do Campeonato Paranaense. Com o resultado, o Coxa segue sem vencer em casa desde outubro de 2025, quando superou o Atlético Goianiense pela 31ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

O Londrina abriu o placar com Iago Teles, de pênalti, mas o Coritiba conseguiu buscar o empate com Thiago Azaf, também de pênalti. No lance, o zagueiro Wallace foi expulso, deixando o Coxa com um jogador a mais durante todo o segundo tempo. Aos 28’ da etapa final, Matheus Dias virou o jogo e colocou o time alviverde em vantagem. O atleta, que está desde os 11 anos no Coritiba, marcou seu primeiro gol como profissional.

Aos 41’, mesmo com superioridade numérica, a equipe voltou a apresentar fragilidades defensivas: a zaga falhou na marcação e deixou Kevyn livre para finalizar, enquanto o goleiro Benassi aceitou o chute — repetindo um erro já visto no confronto contra o Foz do Iguaçu.

O empate teve sabor amargo, especialmente pelas circunstâncias da partida e pelo controle que o Coritiba exerceu em boa parte do segundo tempo. Ainda assim, vale destacar o desempenho do time sub-20, convocado para disputar as duas primeiras rodadas do Paranaense, que apresentou organização e competitividade tanto diante do Foz do Iguaçu quanto contra o Londrina.

Mesmo sob forte chuva, o Coxa teve bom volume de jogo, pressionou o adversário e tentou impor seu ritmo. Após a partida, o técnico PC de Oliveira explicou que sair atrás no placar exigiu uma adaptação às condições do jogo. “Ter saído atrás obriga a equipe a jogar o jogo da chuva. Isso fez com que eles redobrassem os esforços. No segundo tempo, quando abrimos a equipe, conseguimos empatar e estar na frente. Sofremos um pouco até conseguirmos o segundo gol, pelo que o campo te oferece em relação à chuva”, analisou.

O treinador também comentou o impacto emocional do gol sofrido nos minutos finais, mesmo com um jogador a mais em campo, classificando o lance como uma falha coletiva. “Sofrer o gol no final foi muito duro pra eles. É um erro coletivo, que acontece. Eles estão mais sentidos em ver o torcedor torcendo por eles na chuva do que não ter vencido o jogo”, afirmou.

Próximo desafio

Na próxima rodada, o Coritiba enfrenta o Maringá na terça-feira (13), às 20h, fora de casa, em busca da primeira vitória na competição e de maior solidez defensiva, desta vez com peças do time principal.

Por Raphaella Heinzen

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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