Base colorada fez primeiro jogo na Copa São Paulo contra a Portuguesa Santista
Na tarde deste domingo (4), o Internacional entrou em campo pela primeira vez no ano com a sua base. O Celeiro de Ases enfrentou os meninos da Portuguesa Santista no Estádio Nicolau Alayon, em São Paulo, e fecharam a sua primeira rodada na Copa São Paulo de Futebol Júnior sem gols. Levando em consideração que, no último Brasileirão, os guris da base rebaixaram em 18º, eu diria que foi um bom começo.

O primeiro tempo foi praticamente dominado pelo Inter, transformando o último terço de ataque num campo de batalha entre o ponta direita colorado, Gustavo Ulguim, e o goleiro da Briosa, Carlos Daniel. Mesmo que a Portuguesa tenha mantido uma posse de bola nos primeiros 10 minutos, o time gaúcho deixou finalizações com seu camisa 11 e com o camisa 8, Gabriel Palma. Mesmo assim, o guarda-redes da Briosa foi o grande destaque dos adversários.
A etapa complementar deveria seguir o mesmo roteiro da primeira, já que, tecnicamente, estávamos conseguindo infiltrar e fazer a bola chegar em nossos atacantes. Contudo, o desgaste físico do jogo de pressão utilizado no primeiro tempo se mostrou forte demais para nossos guris e acabamos cedendo a posse de bola e o jogo ofensivo. O técnico da Briosa promoveu alterações e estas pioraram ainda mais a situação do Celeiro de Ases. Os últimos 45 minutos foram regados a jogadas da Portuguesa, obrigando nossos finalizadores a saírem de suas posições privilegiadas para ajudar na recuperação e saída de bola.
Assim, a busca pelo gol se tornou cada vez mais cansativa, desgastante e distante, o que colocou a Briosa cada vez mais próxima de abrir o placar. Os chutes do time de Santos carimbaram as traves, os travessões e as luvas de Felipe Sírio, assumindo completamente o protagonismo do jogo.

O que eu vejo nesse time é muito parecido com o que existe no grupo profissional. Uma entrega interessante no primeiro tempo, apesar da falta de assertividade e eficiência. No entanto, quando o relógio bate os 46’, o vigor dos nossos atletas se esvai, cansados e abatidos. Existe a necessidade urgente de entendermos porque nossos atletas têm resistência de 45 minutos em um jogo que dura mais de 90.
Um empate é absolutamente sempre melhor que uma derrota, principalmente quando estamos falando de um grupo rebaixado no campeonato nacional, mas nunca entramos em campo pensando nisso. Com esse resultado, tanto Internacional quanto Portuguesa Santista conquistam 1 ponto na tabela do grupo 32 e esperam a próxima quarta-feira (7), pelos próximos jogos a fim de desempatar esta situação.
A Portuguesa volta a campo às 8h45 contra os donos da casa, o Nacional, enquanto o Internacional enfrenta o CSE às 11h. Ambos os confrontos ocorrem no Estádio Nicolau Alayon.
Vamos em busca do hexa!
Por Luiza Corrêa
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.