Arrascaeta é o nome dele!


Com dois gols do camisa 10, Flamengo vence o Cruz Azul, leva o Derby das Américas e avança no Intercontinental

Nesta quarta-feira (10), sob o calor de Doha, na estreia da Copa Intercontinental, o Flamengo encarou o Cruz Azul sabendo que não seria simples. Era jogo duro, do tipo que costuma separar quem disputa de quem decide. E o Rubro-Negro decidiu. Com dois gols de Arrascaeta — o dono da noite, da temporada e da história recente do clube — o Flamengo venceu por 2 a 1, levou o Derby das Américas e garantiu vaga na semifinal contra o Pyramids, do Egito.

Foto: Adriano Fontes/Flamengo

O início da partida foi tenso. O Cruz Azul entrou acelerado, marcando forte, empurrando o Fla para trás e testando Rossi cedo, aos 12’, num chute perigoso de Rotondi. Mas se do lado mexicano faltava frieza, do lado rubro-negro sobrava Arrascaeta. Aos 14’, Piovi errou na saída de bola e entregou um presente no pé de quem não costuma perdoar: o camisa 10 driblou Gudiño com a calma de quem escolhe como quer marcar e abriu o placar. 1×0 para o Mengão.

O gol era para acalmar, mas o jogo seguiu duro. O Cruz Azul cresceu, insistiu pelo lado esquerdo e assustou de novo com Rotondi. Até que, aos 43’, a cobrança chegou. Pulgar se atrapalhou, Carrascal afastou mal e Jorge Sánchez acertou uma bola indefensável para empatar. Antes disso, o Cruz Azul até balançou as redes, mas o impedimento de Rotondi anulou o lance. 1×1, tudo igual em Doha.

O intervalo veio como alívio, e Filipe Luís fez sua primeira alteração: Plata entrou no lugar de Samuel Lino. Mas quem começou assustando foi o adversário. Com menos de um minuto de bola rolando, Gabriel Fernández finalizou forte para Rossi defender. O Flamengo respondeu e aí o segundo tempo ganhou outra cara…

Com Plata aberto, Cebolinha incendiando o campo e o Cruz Azul já sentindo o desgaste, o Rubro-Negro voltou a controlar o jogo. E aos 27’ do segundo tempo, depois de jogada iniciada por Cebolinha, Arrascaeta recebeu, tentou cruzar, a defesa rebateu… e ele, com a frieza de quem já sabe o que vai acontecer antes de todo mundo, deu uma cavadinha perfeita. A bola entrou antes mesmo da tentativa desesperada de Piovi em salvar. Relógio do árbitro confirmou: gol. Gol de quem não cansa de escrever seu nome na história.

Foto: Reprodução/Globo

Depois disso, o Fla teve mais chances, mas também sofreu nos minutos finais, quando o Cruz Azul tentou a todo custo empatar. Rossi precisou trabalhar, Piovi quase marcou aos 91’, mas o time carioca segurou como equipe grande, madura e copeira.

Os acréscimos ainda tiveram confusão, reclamações e tensão, mas, aos 95’, o apito final trouxe alívio. Agora, o próximo passo é sábado (13), contra o Pyramids, valendo a vaga na final; onde o PSG, já garantido, observa.

O Flamengo começa o Mundial vencendo. E mais do que isso, começa com a assinatura de quem sempre aparece quando mais importa: Arrascaeta. Decisivo. Incontornável. E cada vez mais eterno.

Por Rayanne Saturnino 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


Deixe um comentário

Veja Também:

Faça o login

Cadastre-se