Prestes a decidir uma semifinal, Timão entrega uma atuação que deixa qualquer corinthiana inconformada
Era para ser aquele jogo de afirmação, de mostrar força, de recuperar confiança. Mas o que vimos na Neo Química Arena neste domingo (7), foi exatamente o contrário: um empate péssimo, um 1 a 1 indigesto, justamente na última rodada, quando a equipe precisava mandar um recado claro para si mesma e para a torcida.

O jogo começou até organizado. Às 16h, a bola rolou em Itaquera para Corinthians x Juventude, pela 38ª rodada do Brasileirão. E logo aos 22 minutos, o Timão até deu aquela esperança: José Martínez, em um golaço de primeira depois de assistência do Kayke, abriu o placar. Uma jogada linda pela esquerda, coletiva, rápida, do tipo que faz qualquer torcedor pensar: “ok, hoje vai”.
Até ali, parecia que ia mesmo. O Timão trocava bons passes, buscava o ataque, pressionava. Talles Magno quase ampliou e Romero tentou no rebote. A torcida fazia sua parte, empurrando o time.
Mas… aí veio o resto do jogo.
E o que aconteceu foi aquele déjà-vu irritante. O Corinthians morreu na segunda etapa e o Juventude, já rebaixado, começou a gostar da partida, encaixou transições, chegou com perigo. O time alvinegro foi perdendo ritmo, foi se acomodando, foi apagando… até levar o gol de empate e entregar de bandeja um resultado que não poderia acontecer…
A parte mais surreal? Quando entraram os titulares, aqueles nomes que deveriam mudar o patamar do jogo, dar peso, acelerar, decidir… foi aí que o time desaprendeu a atacar. Travou. Desorganizou. Errou escolha atrás de escolha. A transição sumiu. A agressividade (que já estava pouca), evaporou. O Corinthians, que precisava empurrar o Juventude para dentro da área, simplesmente parou.
Faltou força. Faltou repertório. Faltou aquela postura de reta final.
E faltou, principalmente, aquele “modo Corinthians” que a gente conhece e cobra tanto.
Um jogo que tinha tudo para ser controle, confiança e vitória virou de novo aquele roteiro de frustração: um ponto que poderia ser três, um recado que deveria ser de imposição e virou preocupação.
O contexto torna tudo ainda mais absurdo: estamos a dias de uma semifinal. Esse é o momento em que ninguém perdoa desligamento, ninguém aceita frouxidão, ninguém tem paciência para falta de atitude.
Se servir para alguma coisa, que sirva de alerta.
Porque desempenho como o de hoje não passa impune em jogo grande. A semifinal não perdoa. A torcida não perdoa. O futebol não perdoa.
Agora é virar a chave para ontem.
A Fiel espera mais, merece mais e sabe que esse elenco pode entregar bem mais do que entregou hoje (e durante todo o campeonato Brasileiro).
Por Roanna Marques
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.