Cruzeiro paga caro pelos erros e é dominado pelo Santos


Thaciano desequilibra, João Schmidt sela o placar e o Cruzeiro cai diante de um adversário letal

No duelo entre Santos e Cruzeiro pela última rodada da Série A na tarde de domingo (07), quem mandou foi o time da casa: vitória santista por 3 a 0, construída com autoridade. Thaciano foi decisivo ao participar ativamente das principais ações ofensivas e quase ampliar ainda mais ao acertar a trave, enquanto João Schmidt selou o placar de cabeça no segundo tempo.

Pelo lado celeste, o gol de Eduardo e Gabigol acabaram anulados pelo VAR, e nem as tentativas isoladas de reação conseguiram mudar o roteiro. O Santos controlou, administrou e transformou a noite em um retrato de eficiência e maturidade. E a Raposa com seu time alternativo até tentou a virada, mas o domínio do time Paulista falou mais alto.

Foto: Jhony Inácio/Cruzeiro

Primeiro tempo: imposição na vila

A Vila Belmiro testemunhou um primeiro tempo de domínio absoluto. Em 45 minutos intensos, o Santos impôs seu jogo, sufocou o adversário desde os primeiros toques na bola e construiu, com merecimento, a vantagem de 2 a 0 sobre o Cruzeiro no duelo válido pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

O roteiro começou a ser escrito cedo, com pressão alta, troca rápida de passes e uma sequência de escanteios que já anunciava o que viria. E foi assim, pelo alto e dentro da área, que Thaciano se transformou no protagonista da noite. Aos 26 minutos, ele subiu mais que a zaga e, de cabeça, empurrou para as redes após cobrança precisa de escanteio. O golpe ainda ecoava quando, apenas dois minutos depois, o mesmo Thaciano apareceu livre no meio da área para finalizar de pé direito e ampliar o marcador. Na empolgação do segundo gol, acabou advertido com cartão amarelo pela comemoração excessiva.

O Santos jogou com confiança, intensidade e volume ofensivo. Antes mesmo de abrir o placar, Thaciano já havia desperdiçado uma chance clara logo aos quatro minutos. Neymar também esteve ativo, buscou o jogo, sofreu faltas importantes e perdeu uma boa oportunidade aos 13 minutos, em finalização da entrada da área. Álvaro Barreal teve duas chances de marcar, aos 15 e aos 40, enquanto Willian Arão quase fez o terceiro de cabeça aos 33, após cruzamento de Guilherme, que mais tarde também seria punido com cartão amarelo por falta dura.

Do lado celeste, a resposta foi tímida. Gabriel Barbosa até levou perigo aos 37 minutos, em chute de fora da área bem defendido pelo goleiro santista, mas foi pouco diante da avalanche ofensiva do adversário. O primeiro tempo ainda foi marcado por interrupções por lesão, envolvendo Kauã Prates, do Cruzeiro, e Zé Ivaldo, do Santos, o que esfriou momentaneamente o ritmo de jogo.

Ao final dos primeiros 45 minutos, o placar refletiu fielmente o que aconteceu em campo: o Santos foi intenso, organizado e letal, enquanto o Cruzeiro tentou resistir, mas não conseguiu conter a força ofensiva do time da casa, conduzido por um Thaciano inspirado e absolutamente decisivo.

Foto: Jhony Inácio/Cruzeiro

Segundo tempo: o gol que selou a sentença

O segundo tempo começou como terminou o primeiro: com o Santos confortável no placar e o Cruzeiro pressionado pelo peso do 2 a 0. A Raposa até esboçou uma postura um pouco mais agressiva nos minutos iniciais, mas faltou organização, sobrou ansiedade e, acima de tudo, sobrou eficiência do lado alvinegro.

Antes mesmo do golpe fatal, o Santos já havia deixado claro que não pretendia diminuir o ritmo. Thaciano quase fez o terceiro aos 14 minutos ao acertar a trave em finalização de pé direito, depois de já ter obrigado o goleiro a trabalhar em cabeçada perigosa aos 12. O aviso virou realidade pouco depois.

Aos 16 minutos, em mais um retrato das fragilidades defensivas do Cruzeiro nas bolas paradas, João Schmidt apareceu livre na área e, de cabeça, após cobrança de escanteio, marcou o terceiro gol do Santos. O 3 a 0 caiu como um balde de água fria na equipe celeste e transformou a partida em um exercício de controle para o time da casa.

Mesmo em desvantagem ampla, o Cruzeiro ainda tentou buscar ao menos o gol de honra. Ele até chegou a acontecer aos 31 minutos, com Eduardo, mas a comemoração durou pouco. O VAR entrou em ação e anulou o lance por impedimento de Kenji, mantendo o placar intacto e ampliando a frustração celeste. Antes disso, Kenji já havia exigido boa defesa do goleiro aos 29, enquanto Matheus Henrique, aos 45, quase marcou em chute colocado que buscou o ângulo.

A temperatura do jogo subiu em alguns momentos. Rayan Lelis recebeu cartão amarelo por falta dura em Neymar aos 10 minutos, e Gabriel Barbosa também foi advertido, em um retrato do nervosismo que tomou conta do Cruzeiro. As interrupções por lesão, com paradas envolvendo Thaciano, Rayan Lelis e Guilherme, deixaram o confronto ainda mais truncado.

Com o jogo sob controle, o Santos passou a administrar. Aos 33 minutos, Willian Arão deu lugar a Tomás Rincón. O Cruzeiro respondeu com mudanças ofensivas, lançando Yannick Bolasie e Keny Arroyo, mas já era tarde para qualquer reação consistente.

O segundo tempo escancarou o contraste entre os times: um Santos seguro, organizado e letal, e um Cruzeiro que até tentou competir, mas pagou caro por suas falhas defensivas, pela falta de precisão no ataque e pela dependência de lances isolados. O 3 a 0 não foi apenas um número no placar, foi o reflexo direto do rumo que a partida tomou depois do intervalo.

Próximo desafio

O Cruzeiro já tem um novo teste de fogo pela frente. O próximo desafio será diante do Corinthians, em duelo decisivo pela Copa do Brasil, marcado para o dia 10 de dezembro, às 21h30, no Mineirão. Será noite de estádio pulsando, clima de mata-mata e pressão máxima, com a Raposa contando com a força da torcida para largar em vantagem na briga por uma vaga na final. O Gigante da Pampulha se preparará para mais uma batalha de peso. 💙🦊

Por Mury Kathellen

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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