ENEACAMPEÃO!!!!


O Maracanã viu, o Brasil sentiu, e o Flamengo gritou mais uma vez “é campeão”

Na noite desta quarta-feira (3), o Maracanã não assistiu a um jogo. Assistiu a um desfecho. A coroação de uma temporada madura, intensa, emocional e, acima de tudo, rubro-negra. 

Diante de 73 mil vozes que não pararam um segundo, o Flamengo venceu o Ceará por 1 a 0, e conquistou o nono título brasileiro de sua história, repetindo o roteiro mágico de 2019: Libertadores, Brasileiro e Carioca no mesmo ano. O país inteiro, mais uma vez, foi pintado de vermelho e preto.

Desde o apito inicial, o clima era de final. Não uma final qualquer, mas a final do campeonato de 38 rodadas, da regularidade, da força mental, da obsessão que Filipe Luís prometeu desde o primeiro dia: “Enquanto eu estiver aqui, o Brasileiro sempre será prioridade absoluta”. Não foi discurso. Foi projeto. E entrou para história.

Foto: Adriano Fontes/Flamengo

A partida começou do jeito que o Flamengo gosta: com posse, com paciência e com um Maracanã pulsando atrás em cada passe. Aos 3’, Jorginho arriscou de fora e obrigou Bruno Ferreira a trabalhar. Aos 9’, Bruno Henrique escorou e Carrascal finalizou por cima. O Ceará, pressionado pelo risco do rebaixamento, recuava todas as linhas e tentava sobreviver.

O Flamengo acumulava volume, rondava a área e empurrava o adversário para trás, a ansiedade crescia, mas não explodia. E foi aos 36’ que o Maraca veio abaixo, Carrascal achou Samuel Lino, que se infiltrou com inteligência e bateu cruzado, marcando o gol do título. Um gol simbólico: do jogador mais contestado, transformado em protagonista para selar a noite mais importante da temporada. Do pé esquerdo do atacante que foi caro, foi cobrado, mas nunca deixou de correr.

O estádio virou carnaval, o “Seremos campeões!” ecoava como sentença.

Para a segunda metade da partida, o Flamengo voltou controlando o jogo com sobriedade de campeão. Aos 10’, Danilo cruzou e Arrascaeta tentou um voleio espetacular, mas mandou por cima. Na jogada seguinte, BH recebeu do uruguaio e finalizou cruzado, para defesa do goleiro.

Filipe Luís começou a administrar. Entraram Cebolinha e Plata para manterem intensidade e velocidade. Cebolinha quase marcou um golaço aos 44’, de fora da área, tirando tinta da trave. O Ceará se arriscou pouco, assustou apenas uma vez com Fabiano e Fernandinho, mas parou em Léo Pereira.

E aí o Flamengo fez o que time campeão faz: segurou a bola, ouviu o Maracanã cantar e esperou o apito final. Quando ele veio, o estádio virou um único corpo, um único som, uma única emoção. Era oficial: ENEACAMPEÃO.

Foto: Adriano Fontes/Flamengo

O Flamengo não ganhava o Brasileirão desde 2020. Desde então, anos de frustrações, mudanças de comando, finais perdidas, reconstrução emocional e técnica. Filipe Luís, que em novembro de 2024 prometeu devolver o Brasileiro ao clube, cumpriu. E cumpriu com a assinatura que sempre carregou como jogador: regularidade, competitividade, obsessão.

O Rubro-Negro terminou o campeonato com: 23 vitórias, melhor ataque, melhor defesa, a maior média de público presente do país, o maior público do novo Maracanã. E com a sensação de que, pela primeira vez em muito tempo, viveu um ano absolutamente gigante.

Agora, o Flamengo respira como campeão, mas não descansa! Tem Mirassol no fim de semana para fechar a Série A. Tem Copa Intercontinental já na próxima quarta-feira (10), contra o Cruz Azul. Tem o mundo pela frente, literalmente.

Entretanto, nada disso importa hoje. Hoje é dia de olhar para o Maracanã iluminado, para as camisas erguidas, para a festa da favela, da elite, do Brasil e do mundo, e repetir sem medo: O FLAMENGO É ENEACAMPEÃO BRASILEIRO. E quando esse clube decide… ninguém segura.

Por Rayanne Saturnino 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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