Inter vai à Vila Belmiro jogar a sua história contra o São Paulo
Esqueça a tática, esqueça o futebol bonito, esqueça qualquer projeção matemática complexa. Na próxima quarta-feira (3), quando a bola rolar na Vila Belmiro, às 20h, o Sport Club Internacional jogará pela sua sobrevivência contra o São Paulo. Em uma temporada de pesadelos, o gigante gaúcho chega à penúltima rodada do Brasileirão 2025 com a corda no pescoço, ocupando a amarga 17ª colocação e precisando desesperadamente dos três pontos para respirar fora da zona de rebaixamento.

O adversário desta vez será o São Paulo, que manda o jogo em Santos, mas o verdadeiro inimigo do Inter é o relógio e a tabela. Com 41 pontos, empatado com o Santos (o primeiro fora do Z-4), o Colorado não tem mais margem para tropeços.
O clima em Porto Alegre é de tensão absoluta. A torcida, ferida mas fiel, sabe que o rebaixamento seria uma mancha irreparável em um ano que prometia muito mais. Para o confronto, a exigência é de “sangue no olho”. Jogar fora de casa, na pressão da Vila Belmiro, exigirá uma mobilização mental que o time pouco mostrou durante o campeonato.
A provável estreia (ou reestreia de emergência) de Abel Braga no comando — acionado como última cartada para salvar o clube — traz o elemento de mística que o torcedor se apega. Se há alguém que conhece os atalhos para inflamar esse vestiário, é ele. A esperança é que a “paixão” de Abelão contagie um elenco que parece apático em momentos cruciais.
Dentro de campo, a missão é ingrata. O Inter enfrenta um São Paulo, na oitava posição, que joga leve, sem grandes pressões, o que o torna perigoso. Mas, o Colorado precisa transformar o medo em coragem.
Provável escalação: Rochet; Aguirre, Vitão, Mercado e Bernabei; Bruno Gomes, Alan Rodríguez, Thiago Maia e Alan Patrick; Vitinho e Borré.
Se o Inter quiser voltar para Porto Alegre vivo na Série A, terá que fazer na Baixada Santista o que não fez em boa parte do ano: ser um time de operários, guerreiro e incansável.
Por Larissa Ferreira
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