Ninguém morre nos devendo!


O rubro-negro volta ao Monumental, em Lima, garante o quarto título da Libertadores da América e se torna o primeiro tetra da competição

Há seis anos, em 2019, João Guilherme lançou a frase que ficou marcada na memória do torcedor: “Quem foi que disse, um dia, que o Flamengo não tem tradição na Libertadores da América?” Hoje, o tempo respondeu. O rubro-negro escreve mais um capítulo histórico e se consolida como o primeiro brasiliero tetracampeão da América, reforçando sua grandeza continental e eternizando ainda mais sua trajetória na competição.

O time carioca entrou em campo no Monumental de Núñez, em Lima, no Peru, em uma tarde ensolarada de sábado (29). O Flamengo começou impondo seu ritmo, pressionando nos primeiros dez minutos e levando perigo ao adversário. Depois desse início intenso, o confronto ganhou equilíbrio no meio de campo, embora o rubro-negro seguisse controlando a posse de bola e ditando o ritmo da partida.

Foto:Gilvan de Souza/Flamengo

O jogo se mostrava parelho, sem muitas tentativas ao alvo de ambos os lados, apenas chutes e tentativas de longe, bem como construção de jogadas. Porém, no segundo tempo, a postura ofensiva do Flamengo continuou e deu frutos. Aos 21 minutos da etapa final, o zagueiro Danilo subiu, mais alto que todos da zaga do Palmeiras e, de cabeça, mandou para o fundo da rede calando a boca de Zé Elias.

Para contextualizar a situação, durante um programa na ESPN,  Zé Elias, comentarista e ex-jogador de futebol, havia falado que Danilo estava no final de carreira e que veio apenas para roubar dinheiro do futebol brasileiro, mas como tudo na vida sempre tem a sua resposta, mesmo que Danilo estivesse de luto por sua tia, entrou focado e fez o gol da vitória.

Foto:Adriano Fontes/Flamengo

Após isso, o Palmeiras passou a pressionar o Flamengo com mais intensidade, buscando o gol de empate a qualquer custo. O time paulista adiantou suas linhas, aproveitou que o meio de campo foi trocado, tentou infiltrações pelo meio e apostou nas jogadas pelos lados, mas esbarrava na garra, na raça e na organização defensiva do rubro-negro.

A pressão aumentava, mas a resistência rubro-negra falava mais alto e o sonho do tetra ficava cada vez mais real conforme o tic-tac do relógio. 

Esse título não é só um título, mas é uma consagração de um elenco que soube se reinventar, de uma torcida que nunca abandonou. Os nomes dessa tarde/noite serão lembrados e alguns continuaram na lista dos imortais rubro-negros, como: os jogadores Bruno Henrique e Arrascaeta, e a comissão técnica: Filipe Luís e Rodrigo Caio; Mas novos entraram também, como o goleiro Rossi, que fez essa ser a sua libertadores ao salvar o time em diversas paridas, mas, principalmente contra Estudiantes e Tachira.

E às 20H41 do horário de Brasília, os torcedores rubro-negros souberam que a história havia sido escrita em Lima mais uma vez e o Flamengo se tornou o primeiro tetra campeão, sem a presença de Gabigol, o único a marcar em finais desde 2019 pelo clube, e a de Andreas Pereira, aquele que se tornou vilão de uma nação inteira, em 2021, contra o mesmo Palmeiras, onde entregou a taça após um erro defensivo e quatro anos depois estava no mesmo Palmeiras.

O destino quis que o ciclo se fechasse assim: com superação, revanche, poesia e grandeza. Esses seis anos foram suficientes para mostrar não apenas grandes campeões, mas também a evolução do futebol brasileiro no cenário continental. Desde 2019, todos os campeões da Libertadores são brasileiros e, das seis edições disputadas nesse período, quatro tiveram finais inteiramente nacionais, um domínio que reafirma a força do país na América do Sul. 

Foi sobre resistir, responder, renascer e reafirmar a grandeza de um clube acostumado a transformar pressão em glória. Em Lima, o rubro-negro não só conquistou o tetra, mas escreveu um legado que ultrapassa gerações, rivalidades e fronteiras. Uma certeza permanece viva: enquanto houver Libertadores, haverá história para o Flamengo contar.

UMA VEZ FLAMENGO, SEMPRE FLAMENGO

NÓS. POR NÓS. PELOS NOSSOS!

Por Kamilly Mácola 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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