Cruzeiro entra em campo com foco, força máxima e a vice-liderança na mira
O sábado, 29 de novembro de 2025, não é um dia qualquer no calendário celeste. É daqueles que o torcedor acorda diferente, com o coração acelerado sem nem saber por quê. Já que a Nação Azul sente que algo grande está no ar. Às 21h, na imponente Arena Castelão, o Cruzeiro pisa no gramado pela 36ª rodada do Brasileirão com um objetivo direto como flecha: assumir a vice-liderança. A bola rola com transmissão da Record, Cazé TV e Premiere. E do outro lado, o sempre guerreiro Ceará, pressionado, encurralado, precisando desesperadamente de pontos para não flertar com o abismo.

É o cenário perfeito para um jogo pesado, quente, tenso, já que o Cruzeiro de Leonardo Jardim chega empurrado por uma fase iluminada. Do outro, um Ceará ferido, pressionado e com a corda no pescoço. E o comando da partida fica a cargo de Sávio Pereira Sampaio, que terá a missão de conduzir um confronto de clima pesado e objetivos distintos.
Mudança de rota: a vice-liderança à vista
O Cruzeiro chega com 68 pontos e a autoridade de quem atropelou o Corinthians na última rodada. Já o Palmeiras tropeçou, estacionou nos 70 e abriu uma oportunidade que brilha como ouro na noite de Fortaleza. Se vencer, o Cabuloso chega aos 71 e assume o G-2. E é aí que a história começa a ganhar um tom quase mágico.
Essa possível vitória mexe no sonho. O sonho de um time que começou 2025 achando que seria impossível, mas o sonho permanece vivo e insiste em bater na porta: o título. O Flamengo segue líder com 75, mas o campeonato já mostrou, rodada após rodada, que certezas derretem rápido. Se o Cruzeiro diminuir a distância, muda conversa, muda energia, muda tudo. É o tipo de noite que não se explica… se sente.
A engrenagem celeste: foco total, força máxima

Leonardo Jardim, o engenheiro da confiança, leva ao Castelão o melhor que tem. Nada de poupar. Nada de calcular. É jogo para bater no peito e mostrar por que o Cruzeiro virou protagonista em 2025.
A muralha começa com Cássio, que transforma pressão em rotina e rotina em segurança. Na linha defensiva, William, Fabrício Bruno, Villalba e Kaiki formam um paredão que não se desmonta. No meio, a orquestra: Lucas Silva, Walace, Christian, Matheus Pereira e o retorno do cérebro tático Matheus Henrique, que dá ritmo, equilíbrio e inteligência ao time caso entre em campo.
E no ataque, o nosso poderoso ataque mostra que o Cabuloso tem armas letais: Kenny Arroyo ao lado do imparável Kaio Jorge, dono de 21 gols e da fase que todo camisa 9 sonha em viver (apesar de ser o 19 do time).
A ausência de Lucas Romero, suspenso, é apenas um suspiro no meio de um time que está há dez jogos sem perder. Dez. Uma sequência que carrega peso, respeito e confiança. O Cabuloso não vai ao Castelão para jogar bola. Vai para impor respeito.
É importante ressaltar que o Cruzeiro chega ao Castelão já com a vaga garantida na Libertadores de 2026, mas com a mente inquieta, agora, a ambição é outra.
Do outro lado, o Ceará joga pela própria sobrevivência. E vale lembrar: foi justamente o Vozão quem complicou o Cabuloso no primeiro turno, vencendo por 2 a 1 dentro do Mineirão.
Por isso o clima em Fortaleza é quase cinematográfico: um time em busca da vice-liderança, outro lutando para não afundar, e um estádio pronto para virar caldeirão.
Por Mury Kathellen
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo