Em casa a gente resolve


Flamengo domina, desperdiça chances claras e adia o grito. Agora, só precisa vencer no Maracanã para levantar a taça

Nesta terça-feira (25), o Flamengo foi até a Arena MRV carregando a chance de voltar para casa campeão brasileiro. No entanto, por incrível que pareça, saiu de Belo Horizonte com: mais volume, mais chances, mais controle, mas sem a vitória que coroaria a campanha.

O time carioca ficou no 1 a 1 com o Atlético-MG, um resultado frustrante pelo roteiro, mas que ainda deixa o título inteiramente na responsabilidade do Rubro-Negro. Com o tropeço do Palmeiras diante do Grêmio, a vantagem agora é de cinco pontos, e basta vencer o Ceará no Maracanã, na próxima quarta (3), para levantar a taça.

Foto: Adriano Fontes/Flamengo

A partida começou com o Flamengo estabelecendo ritmo. Mesmo com time misto, preservando Varela, Alex Sandro, Arrascaeta, Jorginho e Bruno Henrique pensando na final da Libertadores, a equipe de Filipe Luís acumulou chances desde cedo. 

Samuel Lino, a principal válvula de escape, acertou a trave e obrigou Everson a fazer duas defesas monumentais em sequência. O goleiro do Atlético, aliás, transformou o jogo em uma batalha de insistência: quando não defendia, contava com a sorte e com a trave, como no chute de Plata.

Só que eficiência nunca foi problema para o Galo nesta noite. Aos 33’, em jogada pelo lado esquerdo, Dudu driblou Emerson Royal com facilidade e cruzou para Bernard completar para o fundo do gol. Um castigo para quem criava tanto e finalizava mal, aquela velha dor de cabeça voltou a assombrar o Fla na reta final da temporada.

O segundo tempo foi um teste de paciência. Filipe acionou a “cavalaria”: Bruno Henrique entrou logo no intervalo, Arrascaeta e Jorginho aos 8’. O Flamengo partiu para cima, empurrou o Atlético contra a própria área e passou a jogar dentro do campo adversário. As chances continuaram a aparecer, mas Everson parecia decidido a ser o personagem da rodada. O time perdeu gols consecutivos, Lino parou novamente no goleiro, Plata mandou mais uma bola na trave, e o relógio começava a virar inimigo.

E foi justamente quando a noite parecia condenada ao desperdício de pontos que apareceu o homem das decisões. Aos 46’, Danilo levantou na área e Bruno Henrique subiu, testou firme, tirou Everson da jogada e arrancou o empate. Era o gol que foi ensaiado o jogo inteiro, mas que demorou mais do que deveria para sair.

Foto: Adriano Fontes/Flamengo

Faltava tempo para virar, e ali já não havia mais pernas ou calma. O empate irrita porque o título podia ter vindo ali mesmo, mas também acalma: o Flamengo continua dono da própria história. E, antes de qualquer cálculo, vira a chave: agora é Lima, é Libertadores, é final contra o Palmeiras.

A volta ao Brasileiro virá só depois da decisão continental. No Maracanã lotado, contra o Ceará, o Flamengo terá a chance de fechar um campeonato impecável — desde que faça o que não conseguiu em BH: transformar domínio em bola na rede.

Por Rayanne Saturnino 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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