Time sem vergonha


Cruzeiro 3×0 foi pouco para o que o time apresentou. Atuação preocupante, postura pior ainda

O Corinthians foi engolido pelo Cruzeiro neste domingo (23), no Mineirão, e olha… não dá nem pra dizer que foi surpresa. O placar de 3 a 0 até pareceu pesado, mas pelo que o time apresentou, foi lucro. A verdade é dura: o Corinthians jogou como se não tivesse acordado para a partida, e isso não dá para passar pano.

Foto: Gilson Lobo/AGIF

Depois de fazer um clássico digno contra o São Paulo, a gente até achou que o time tinha entendido o recado. Mas aí vem esse jogo e… pronto, voltamos para a estaca zero. A sensação é a mesma de sempre: parece que escolhem quando vão correr, quando vão brigar, quando vão competir, e o Brasileiro não perdoa preguiça.

O Cruzeiro fez o que quis: infiltração, movimentação rápida, troca de passes fácil, tabela pelo lado… parecia treino. A gente com linha de cinco, sem coordenar nada, tomando bola nas costas por tudo que é lado. Não segurava a bola, não marcava, não chegava junto, não fazia cócegas no adversário. E nem um chute a gol, Corinthians? Nem UM? Para um time do tamanho do nosso, isso é constrangedor.

A defesa, completamente exposta. O meio-campo, perdido. O ataque… bom, se alguém viu, avisa. A impressão era de um time atordoado, sem leitura de jogo, sem reação. Dorival até tentou mexer no intervalo, mas com três minutos do segundo tempo já tinha ido tudo para o espaço. O terceiro gol veio e poderia ter saído o quarto (até saiu, só não valeu).

Quando você acha que já tá ruim demais, sempre dá para piorar: Martínez entrou e em 17 minutos conseguiu ser expulso. De novo. É uma expulsão totalmente irresponsável, no momento mais errado possível, e o torcedor já não sabe mais o que pensar. Em uma fase decisiva como a que estamos entrando, não dá para ter um jogador desequilibrado desse jeito.

O sentimento que fica é de preocupação real para as semifinais da Copa do Brasil. A gente sabe que o cenário muda, que jogadores voltam, que a postura tende a ser outra. Mas isso não apaga o que esse time mostrou na partida: desatenção, desorganização e, principalmente, falta de competitividade.

Ninguém exige perfeição, mas entrar para jogar, competir, se impor minimamente… isso é o básico. Quando esse básico não acontece, a derrota vira consequência.

Agora é respirar fundo, cobrar internamente e virar a chave. O que vem pela frente é grande, pesado, e não dá pra entrar nesse clima de turista no Mineirão.

O torcedor sempre vai estar lá. Falta o time estar também.

Por Roanna Marques

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


Deixe um comentário

Veja Também:

Faça o login

Cadastre-se