Em partida mágica de uma jóia alvinegra, Botafogo vence o Sport por 3 a 2 e respira na luta pela Libertadores
O Botafogo enfrentou o Sport nesta terça-feira (18), no estádio Nilton Santos, às 20h30, em partida válida pela trigésima quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O Glorioso venceu a partida de virada no último minuto da etapa final por 3 a 2.

Uma pergunta antes de tudo: todo jogo vai ser assim?
Honestamente, espero que não. O plano era começar a semana em paz. O botafoguense não estava preparado para muitas emoções em uma noite de terça-feira, mas o Botafogo ensina que querer não é poder.
Quando se desenhava mais um capítulo de agonia, a esperança voltou.
E nesta noite, o caminho que levava a um desfecho cruel e a uma tensão prolongada deu o grande azar – ou sorte- de encontrar um jovem que se recusou a aceitar a derrota.
Neste texto, você vai ouvir o nome do Fogão se repetir, mas vai esbarrar, por vezes, em uma estrela que entendeu o peso da camisa que carrega.
Do Panamá ao Brasil, diretamente para os braços do Cristo Redentor: José Kadir Barría Rose.
DE OLHO NA PARTIDA
No início do primeiro tempo, o Botafogo não parecia estar consciente das próprias ações dentro de campo. À princípio, era o Sport que ameaçava o goleiro Leo Linck. Como uma recompensa pela melhor imposição, o time visitante abriu o placar aos 13 minutos. 1 a 0 para os pernambucanos.
Após o gol sofrido, o Bota tentou entrar na partida. O meia Jefferson Savarino, esbanjando da habilidade conhecida pela torcida, passou pela marcação e chutou cruzado, levando perigo ao adversário.
Apesar da melhor postura, foi o visitante que achou a oportunidade para ampliar o placar. 2 a 0. Tensão instaurada.
O Botafogo continuou pressionando mesmo com 2 gols de desvantagem no placar. Aos 29 minutos, depois de um cruzamento de Alex Telles, Artur cabeceou e diminuiu para o time da casa.
Na segunda etapa, o time carioca continuou imponente, mas nada parecia encaixar para o gol de empate. A solução? Um menino de 18 anos com fome de vencer. Kadir apareceu, apresentou-se para o futebol profissional e para o Brasil, e deixou tudo igual no Niltão.
A virada parecia distante quando a placa de acréscimo foi levantada. Mas, por azar do clube recifense, a estrela solitária estava melhor acompanhada do que nunca: JOSÉ KADIR, MAIS UMA VEZ!
Alívio. Tudo como deve ser na casa do Glorioso. Botafogo 3 a 2.

O PROTAGONISTA INVADE A CENA
Eu avisei que falaríamos bastante desse nome: José Kadir.
Definitivamente, não seria possível separar o botafoguismo do menino Panamenho. Em uma sintonia que gerou a sensação de uma perfeita simbiose, a vitória alvinegra chegou por pés promissores de um jovem de apenas 18 anos. Imponente, guerreiro, atrevido.
Ele vinha buscando e, finalmente, pôde ser coroado com a resposta mais bonita que um jogador de futebol pode ter: o tão sonhado gol.
Nesta rodada, os 3 pontos eram cruciais por maneiras objetivas e também, muito simbólicas. De fato, a temporada tem sido desafiadora, mas é por momentos assim que ainda conseguimos avaliar a escalada com vislumbre de que boas fases voltem a aparecer.
E é exatamente nesse dualismo entre sofrer e acreditar que o simbolismo toma forma.
Desta vez, a história quis mostrar recomeços através de vivências particulares. No geral dos contextos, Kadir aparece para o mundo da maneira mais Botafogo possível: vivendo as nuances das emoções que têm cerca de 90 minutos para explorarem os extremos que o futebol apresenta.
O desejo que se estende aos meus irmãos de camisa é que mesmo no mais profundo das incertezas, que continuem surgindo figuras que se recusem a sucumbir. A vitória foi importante para o clube, mas pra sempre ela carregará a marca de um personagem que, sem pedir licença, veio para ficar.
Seja bem vindo ao seu lugar, Kadir!
PRÓXIMO JOGO
O Botafogo volta a campo no próximo sábado (22), contra o Grêmio, no Estádio Nilton Santos, às 19h30, em partida válida pela trigésima quinta rodada do Campeonato Brasileiro.
Seguimos juntos! Na mesma energia, com as esperanças inerentes ao amor. Pra cima, meu Glorioso!
Por Julia Aveiro
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo