Corinthians lutou, mas a noite ficou marcada pela atuação desastrosa de Edina
Tem derrota que dói mais pela sensação de impotência do que pelo placar. Na noite desta quarta-feira (5), em Bragança Paulista, o Corinthians perdeu por 2 a 1 para o Red Bull Bragantino, e quem acompanhou sabe: o resultado passou longe de ser apenas consequência do futebol jogado. A arbitragem de Edina Alves simplesmente bagunçou o jogo, interferiu diretamente no resultado e mostrou o quanto o preparo da arbitragem brasileira anda em baixa.

O primeiro tempo começou com o Timão dominante, criando, tocando bem e quase abrindo o placar em duas boas chegadas com Yuri Alberto e Breno Bidon, que acertou o travessão. O time estava ligado, jogando com intensidade, mas perdeu o equilíbrio quando Raniele saiu lesionado. Ainda assim, o Corinthians se manteve competitivo, até o momento em que Edina decidiu protagonizar o espetáculo.
Nos acréscimos da etapa inicial, ela ignorou o lance em campo e, após revisão do VAR, marcou pênalti de Angileri em Alex Vinicius. Um toque mínimo, daqueles em que o atacante sente e se joga. Sasha cobrou, fez 1 a 0, e o que era controle virou irritação.
O Corinthians voltou para o segundo tempo disposto a empatar e conseguiu. Yuri Alberto, incansável, aproveitou rebote de Cleiton após bomba de Memphis e deixou tudo igual. O time parecia ter retomado o controle emocional e técnico, mas Edina voltou à cena para desequilibrar o jogo de vez.
Em um bate-boca na área, ela distribuiu cartões sem critério algum. O problema é que ela sequer lembrava que já havia dado o primeiro amarelo para José Martínez. Sim, a juíza esqueceu. Mostrou o segundo cartão, expulsou o jogador e só depois se deu conta do erro. Um lance que resume o desastre de preparo e concentração da arbitragem.
Mesmo com um a menos, o Corinthians não desistiu. Garro quase virou, Memphis tentou em chute cruzado, e o time seguiu lutando com garra e organização. Mas, nos acréscimos, veio o golpe final. Cruzamento de Jhon Jhon e cabeçada de Pitta: 2 a 1 Bragantino. O Timão ainda terminou o jogo com Charles expulso por reclamar, e a indignação tomou conta até do banco de reservas.
O resultado não apaga o esforço, mas escancara um problema que vai além do placar. Edina Alves transformou um jogo equilibrado em confusão, perdeu o controle emocional e técnico da partida e comprometeu o trabalho das duas equipes. A arbitragem brasileira vive pedindo respeito, mas como cobrar isso se ela própria não se dá o respeito dentro de campo?
O Corinthians, mais uma vez, teve que lutar contra o adversário e contra a arbitragem. E o torcedor, que só quer ver o time jogar bola, saiu com aquela velha sensação de que o placar foi decidido por quem não deveria decidir.
Por Roanna Marques
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