Forte na Fonte Nova, irreconhecível fora de casa
Mais uma vez, o Bahia decepcionou sua torcida atuando longe de Salvador. Na noite desta quarta-feira (5), o Tricolor foi dominado pelo Atlético Mineiro e perdeu por 3 a 0, na Arena MRV. Todos os gols saíram no segundo tempo, depois da expulsão de Kanu, lance que desmontou completamente a equipe. A partir daí, o time se perdeu, abriu espaço, recuou demais e mostrou zero reação. Faltou organização, faltou postura e, principalmente, espírito de time que quer Libertadores.

Mesmo com a derrota, o Bahia segue em 5º lugar com 52 pontos, mas sob pressão, já que o Botafogo vem logo atrás, com apenas um ponto a menos. Ou seja, qualquer nova falha pode custar caro.
O jogo
O Bahia começou bem, criando chances claras. Tiago infiltrava com facilidade, parando nas boas defesas de Éverson e na zaga do Galo. Michel Araújo quase marcou de fora da área, e Cauly puxava contra-ataques perigosos pelo lado esquerdo. Só que, depois dos 20’, o time recuou e deixou o Atlético crescer. Hulk e companhia passaram a finalizar mais, mas sem exigir grandes defesas de Ronaldo. O problema é que o Bahia perdeu o ímpeto ofensivo e parou de jogar.
Teve até lance polêmico, Bernard acertou Michel Araújo com força, mas o árbitro deu apenas cartão amarelo, alegando que o jogador “escorregou”. Lance revoltante, que só piorou com a atuação do Esquadrão no segundo tempo.
Mas o desastre maior veio logo no início da segunda etapa. Aos 6’, em contra-ataque rápido, Kanu puxou Bernard e levou amarelo, após revisão do VAR, o juíz trocou o cartão e o zagueiro foi expulso. Com um a menos, Rogério Ceni tentou reorganizar o time, tirando Cauly, Ademir e Michel Araújo para colocar Rezende, Pulga e Erick. A ideia era se fechar e tentar no contra-ataque. Não funcionou.
Aos 10’, o Galo balançou as redes, mas o VAR anulou o gol, por impedimento, porém aos 20’, o Bahia não teve salvação. Em cruzamento da esquerda, Hulk finalizou duas vezes e, na segunda, acertou o canto de Ronaldo. Ceni tentou reagir com mais mudanças, saíram Jean Lucas e Tiago para a entrada de Iago Borduchi e Willian José, mas o time já estava entregue. Aos 30’, Igor Gomes cobrou falta com perfeição e fez o segundo. Um minuto depois, Biel apareceu sozinho nas costas de Rezende, cara a cara com Ronaldo, e marcou o terceiro, logo ele, ex-Bahia, para aumentar a revolta do torcedor. E assim encerrou mais uma atuação desastrosa fora de casa.

Próximo desafio
O Bahia volta a campo no sábado, fora de casa de novo, contra o Internacional, às 18h30, no Beira-Rio. E, sinceramente, é impossível não acender o alerta. A torcida quer entrega, coragem e respeito à camisa. Quer um time que lute como quem briga por Libertadores, e não um que desmorona ao primeiro sinal de pressão. Que sábado seja diferente. Que sábado seja o Bahia de verdade.
Por Thamires Barbosa Araújo
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo