O árbitro expulsou este título


Mesmo com um a menos, Galo sai do Sul com um ponto

Pela 31ª rodada do Brasileirão, o Atlético Mineiro enfrentou o Internacional no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. A partida começou às 18h30 e terminou em um empate sem gols. O destaque da noite foi a arbitragem pífia de Alex Gomes Stefano, que mais uma vez deixou a desejar em uma sucessão de erros.

Com o empate, o Galo chegou aos 37 pontos em 30 jogos e subiu para a 13ª colocação na tabela. Seguimos em busca dos 45 pontos, para respirar aliviados.

O treinador Sampaoli mandou a campo o seguinte time: Everson; Saravia, Vitor Hugo e Junior Alonso; Fausto Vera (Natanael), Alan Franco, Alexsander (Reinier) e Igor Gomes (Bernard); Rony, Dudu (Ruan) e Hulk (Caio).

Nos minutos iniciais, o Inter começou pressionando mais e teve as melhores chances de abrir o placar, porém, o goleiro Everson seguiu sendo um verdadeiro paredão alvinegro. Aos 12’, o Atlético teve Vitor Hugo expulso após um carrinho na bola que posteriormente atingiu o adversário. O árbitro em campo nada marcou e mandou seguir o lance, mas foi chamado pelo VAR e acabou expulsando o zagueiro, dando início a uma série de erros e reclamações.

Aos 29’, um jogador adversário simplesmente puxou o ombro de Rony, derrubando-o dentro da área. O digníssimo árbitro Alex Gomes Stefano deu pênalti para o Galo, mas acabou voltando atrás após análise do VAR.

Juro que queria entender quais critérios o VAR utiliza, porque sinceramente tem uns lances que fico de cara com o amadorismo do mesmo. Mas não posso reclamar, pois quando é torcedor ou alguém do Atlético reclamando, é sempre “mimimi”, “choro de perdedor” e por aí vai.

Teve uns lances na etapa inicial que quase vi Jesus Cristo. O Alvinegro seguia testando o coração do torcedor. Os jogadores Ruan Tressoldi, Alan Franco e Everson simplesmente salvaram o Galo nos acréscimos. Foi uma partida de emoções, reclamações e erros.

Foto: Pedro Souza/Atlético

O segundo tempo começou bem movimentado. O juiz expulsou Alan Patrick após uma falta dura em Alan Franco. Como sempre, o VAR entrou em ação e, adivinha? Retiraram o cartão vermelho e deram apenas o amarelo, em uma falta idêntica ao lance da expulsão do jogador do Atlético no primeiro tempo.

Quando falo que o VAR não tem coerência, é sobre esse tipo de coisa que me refiro. Para alguns times, o mesmo pisão é motivo para expulsão, enquanto que para outros, não é nada. Sem falar que ainda há quem seja expulso por reclamar. A partida desta 31ª rodada foi marcada por expulsões. A arbitragem brasileira é uma vergonha.

O Galo continuou tentando se impor em busca da vitória, mas estava difícil demais, ainda mais por ter um jogador a menos. Mas com raça e muita dedicação, o alvinegro conseguiu sair de Porto Alegre com um ponto na mala. Se tratando de como foi a partida, posso dizer que esse empate tem sabor de mel.

Após a partida, o diretor atleticano Victor Bagy, emitiu um pronunciamento sobre a arbitragem/VAR. Confira o pronunciamento do diretor abaixo:

“A respeito da arbitragem. Lamentável, mais uma vez, viemos aqui falar de arbitragem. A cada rodada temos um clube reclamando. Entendo que, o que aconteceu hoje, foi preocupante. Não estou aqui para culpar árbitro, mas para falar no sentido de uma profissionalização, de melhora.É uma demanda que enxergamos há tempos. Isso acaba manchando um pouco o produto futebol, interferindo em resultados. Hoje, talvez, em uma disputa 11 contra 11, poderíamos ter tido um desfecho diferente. É momento de falarmos de profissionalização. Todos os especialistas foram enfáticos: a arbitragem foi confusa, a intervenção do VAR foi excessiva. É um árbitro que já apitou sete partidas nossas. Em outras oportunidades, tivemos reclamações. Hoje, infelizmente, sabemos que o impacto de uma arbitragem ruim foi grande, minimizado pelo ponto que conquistamos.”

O treinador Sampaoli concedeu entrevista coletiva, analisou o empate e também falou sobre o próximo jogo: “Primeiro é que o jogo era uma final para nós. Nós vínhamos de uma viagem longa. E tínhamos que jogar uma partida com um rival direto na zona incômoda da tabela (do Brasileiro). Então, creio que o time jogou rápido, isso gerou que, por aí, não tivéssemos tantos ataques, e que não geramos tantas situações de gols a mais no jogo.Nós temos que fazer uma partida extremamente equilibrada, porque o rival, como falo, é líder absoluto no futebol equatoriano, leva muitos pontos e tem um bom time como visitante. Muito rápido, agressivo e dinâmico. Temos dois dias para ver como enfrentaremos essa partida”.

Próximo desafio

Pelo Brasileirão, o próximo jogo do Alvinegro será contra o Bahia na quarta-feira (05), às 20h, na Arena MRV pela 32ª rodada. O campeonato mais amado do Brasil, está chegando ao fim.

Avante, Galo!

Por Elluh Ferreira

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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