Com Hero of the Match sendo Rossi, Flamengo para a grande final em Lima, no Peru
Em uma noite carregada de tensão, o Flamengo empatou com o Racing nesta quarta-feira (29), em 0x0, garantindo a classificação para a final da Copa Libertadores 2025. Depois de uma campanha marcada por intensidade, momentos de pressão e muita emoção, entre festa das torcidas, tensão em campo e atuações memoráveis, a classificação rubro-negra não foi apenas uma vitória numérica, mas também uma demonstração de garra, estratégia e espírito coletivo.

Com baita festa da torcida argentina, que ignorou completamente as restrições impostas pela CONMEBOL, o jogo entre Racing e Flamengo começou com cerca de 20 minutos de atraso. A atmosfera nas arquibancadas foi intensa, com cânticos, sinalizadores e muita pressão sobre os brasileiros antes mesmo da bola rolar.
Dentro de campo, o clima foi de pura tensão e estratégia. O primeiro tempo foi marcado pelo equilíbrio, mesmo com o Flamengo jogando com a vantagem do 1 a 0 conquistado no Maracanã. As duas equipes criaram boas oportunidades, exigindo grandes defesas dos goleiros, poderiam disputar o “Hero of the Match” com tamanha importância de suas intervenções.
O Rubro-negro buscava construir as jogadas com Carrascal, Arrascaeta e Plata, trio responsável por articular as principais ações ofensivas. Luiz Araújo, por sua vez, se movimentava bastante e arriscava finalizações de fora da área, tentando surpreender a defesa argentina. No meio de tudo isso, quem comandava o ritmo e ditava o compasso da equipe era o maestro Jorginho.
Porém, quando se fala em Flamengo e Libertadores, é impossível não lembrar dos momentos dolorosos que marcaram a torcida nos últimos dois anos. Episódios que deixaram cicatrizes profundas e geraram desconfiança em jogos decisivos, mas que, desta vez, não merecem ser revividos. Isso porque, mesmo sob forte pressão do Racing e diante de um ambiente hostil no El Cilindro, o rubro-negro soube se portar, mostrando solidez defensiva, concentração e equilíbrio emocional para sustentar o resultado que garantiu sua vaga na final.
Diante de um cenário que parecia controlado, o jogo ganhou novos contornos aos 10 minutos do segundo tempo. Uma aplicação de cartão vermelho, inicialmente sem explicação clara, deixou o clima ainda mais tenso em Avellaneda. Foram cerca de quatro minutos de paralisação até que o equatoriano Gonzalo Plata fosse retirado de campo. O motivo da expulsão foi relatado pelo quarto árbitro, que sinalizou ao juiz Piero Maza uma agressão de Plata sobre Marcos Rojo, após um desentendimento entre os dois. A partir desse momento, o trio de arbitragem chileno pareceu se perder no controle da partida, tornando o jogo mais truncado, nervoso e marcado por sucessivas interrupções.
Com a saída de Plata, o Flamengo precisou reorganizar todo o sistema. Entraram Danilo e Bruno Henrique, enquanto Carrascal e Arrascaeta deixaram o campo. Varela e Luís Araújo também saíram, dando lugar a Royal e Saúl. Por fim, a última alteração foi a saída de Jorginho, um dos melhores em campo, com a entrada de Everton Araújo.
Essas mudanças não foram suficientes para apagar a sede de gol do time argentino, mas o que ninguém esperava era que um jogador argentino fosse tirar a graça dos donos da casa. Agustín Rossi, mais uma vez, protagonizou uma partida memorável com a camisa rubro-negra. Realizando defesas que pareciam impossíveis, ele transformou a dificuldade em facilidade, mostrando que, no Flamengo, como diz o ditado, “a prática leva à perfeição”. O que Rossi fez foi algo que muitos consideraram inacreditável, mas para o Flamengo, nada é impossível.

Com garra, amor e paixão, o Clube de Regatas do Flamengo segue para mais uma final. Nela, milhões de rubro-negros apaixonados estarão junto, mesmo que não fisicamente presentes, vibrando, torcendo e gritando, pois o Flamengo é algo que vem da alma e com ele, a alegria transborda.
A próxima parada da Libertadores será em Lima, no Peru. A grande final acontece em 29 de novembro, repetindo o cenário de seis anos atrás, quando um camisa 9, Gabriel Barbosa, decidiu a final e pôs fim ao jejum de 37 anos sem títulos continentais, eternizando seu nome na história do clube.
Antes disso, o Urubu tem outro compromisso. O próximo será contra o Sport, no dia 1º de novembro, às 21h, quando o time carioca buscará mais pontos no Campeonato Brasileiro Série A para ultrapassar o líder Palmeiras e recuperar a ponta da tabela.
Por Kamilly Mácola
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