Em noite de tensão e cartões, Palmeiras e Cruzeiro travam duelo intenso
O Allianz Parque foi palco de um verdadeiro duelo de gigantes na noite de domingo, 26 de outubro de 2025. Diante de mais de 40 mil torcedores, Palmeiras e Cruzeiro protagonizaram uma batalha tensa, vibrante e repleta de emoções, mas que terminou sem gols, empatado em 0 a 0.

O que não faltou no jogo foi intensidade, faltas duras, decisões polêmicas e uma chuva de cartões marcaram a partida. Foram sete advertidos ao longo dos 90 minutos.
Mesmo com a expulsão e interrupções, o jogo manteve o clima elétrico do início ao fim. O Cruzeiro, comandado por Leonardo Jardim, mostrou personalidade e quase saiu vitorioso, carimbando duas bolas na trave e obrigando o goleiro Paulista a trabalhar.
No fim, o empate sem gols refletiu mais a força defensiva e o desgaste das equipes do que a falta de vontade. Um clássico moderno, onde cada dividida parecia uma decisão e cada lance carregava o peso da liderança que, por ora, ficou adiada.
Primeiro Tempo: Intensidade e Tensão
O primeiro tempo entre Palmeiras e Cruzeiro, foi um capítulo digno de Brasileirão: truncado, cheio de faltas, interrupções, emoções e chances que poderiam ter mudado o rumo do jogo.
O jogo começou em ritmo intenso, com o Allianz Parque pulsando. Logo aos 3 minutos, o Palmeiras mostrou suas credenciais, Andreas Pereira arriscou de fora da área, mas parou na marcação. Na sequência, Vitor Roque teve boa chance de cabeça após escanteio, assustando Cássio.
A resposta celeste veio rapidamente. Aos 4 minutos, Lucas Romero recebeu o primeiro cartão amarelo da noite, após uma entrada dura. Mesmo assim, o Cruzeiro não se intimidou, Lucas Silva arriscou de longe e forçou o escanteio, deixando claro que a Raposa não ficaria apenas se defendendo.
O ritmo frenético foi interrompido aos 11 minutos, quando Wanderson sofreu falta dura de Gustavo Gómez na lateral esquerda. O zagueiro palmeirense, inicialmente advertido com amarelo, viu sua situação se complicar após a revisão do VAR. Aos 14 minutos, o árbitro Rafael Rodrigo Klein reviu o lance que poderia gerar a expulsão do jogador do Palmeiras, ficando apenas com cartão amarelo.
A confusão tomou conta do gramado. Wanderson precisou deixar o campo lesionado, sendo substituído por Keny Arroyo. A tensão cresceu, e a partida se transformou em um verdadeiro duelo físico, com divididas fortes e protestos vindos das arquibancadas.
A sequência do jogo foi marcada por entradas ríspidas e uma sucessão de cartões. Aos 18 minutos, Fabrício Bruno foi amarelado após falta em Vitor Roque. O atacante palmeirense, aliás, foi alvo constante da defesa celeste, sofrendo faltas aos 19, 21 e 25 minutos.
O Cruzeiro, por sua vez, também sentiu o peso da intensidade. Lucas Romero, já advertido, comete nova infração dura sobre Andreas Pereira, ficando no limite da expulsão. Pouco antes, Khellven havia recebido amarelo por falta em Keny Arroyo, simbolizando o clima de nervosismo que dominava o gramado.
O Cruzeiro cresceu e tomou o controle do jogo, Lucas Villalba cabeceou firme após cruzamento de Matheus Pereira, exigindo boa defesa do goleiro Paulista. Pouco depois, Keny Arroyo arriscou de longe e quase marcou um golaço, obrigando o goleiro palmeirense a voar no ângulo para salvar o Verdão.
A Raposa não parou por aí. Aos 32 minutos, Villalba voltou a aparecer, acertando a trave em chute potente de fora da área, em nova jogada iniciada por Matheus Pereira. O Cruzeiro empilhou chances e fez o Palmeiras recuar, empurrado por sua torcida apreensiva.
O árbitro adicionou seis minutos de acréscimo, e o primeiro tempo ganhou ares de drama. O Cruzeiro seguiu em cima: Keny Arroyo, em chute de longa distância, quase abriu o placar aos 47. Em resposta, o Palmeiras tentou se reencontrar no jogo, e Maurício desperdiçou boa oportunidade aos 49. A última chance veio aos 51 minutos, quando José López cabeceou para fora, à esquerda do gol do Cabuloso.
Segundo tempo: Equilíbrio, Emoção e Resistência
A etapa complementar começou com mudanças e promessas de mais emoção. O Palmeiras voltou modificado, com Ramón Sosa no lugar de Felipe Anderson, buscando mais velocidade pelos lados. Mas quem deu o primeiro susto foi o Cruzeiro, logo aos 3 minutos, Matheus Pereira soltou uma bomba de pé esquerdo de fora da área, carimbando a trave e calando o Allianz.
O Verdão respondeu rapidamente. Aos 5 minutos, Vitor Roque apareceu livre na área e testou firme após cruzamento de Jefté, mas a bola saiu raspando a trave de Cássio. A partida seguiu aberta, com as duas equipes trocando ataques e demonstrando que a igualdade no placar estava longe de representar o que se via em campo.
Aos 11 minutos, Keny Arroyo tentou mais uma vez de fora da área, obrigando Carlos Miguel a fazer uma grande defesa no canto esquerdo, um dos momentos de maior perigo do segundo tempo.
Com o tempo passando, o duelo virou uma verdadeira batalha de meio-campo. As faltas se multiplicaram, os ânimos se exaltaram, e o árbitro Rafael Rodrigo Klein precisou agir com firmeza.
E José López cometeu falta dura em Lucas Silva, e logo depois, Gustavo Gómez atingiu Lucas Romero, reacendendo a tensão. Ramón Sosa, recém-chegado ao jogo, também entrou na lista dos advertidos, com uma falta aos 15 minutos.
Na mesma altura, o Palmeiras teve uma boa oportunidade José López cabeceou firme após cruzamento de Maurício, mas Cássio apareceu bem posicionado e defendeu com segurança.
Aos 26 minutos, o clima esquentou de vez. Fabrício Bruno, zagueiro do Cruzeiro, fez falta dura em Allan no campo ofensivo e, já amarelado, recebeu o segundo cartão amarelo, sendo expulso. O Cruzeiro, que havia dominado boa parte do confronto no primeiro tempo, agora se via em situação inversa.
Com um a mais, o Palmeiras foi a todo ataque. Aos 29 minutos, Andreas Pereira arriscou de fora da área, e Cássio, com reflexo rápido, espalmou para escanteio. O meia ainda teve outra boa chance, mas novamente o goleiro cruzeirense apareceu como herói.
A partida seguiu nesse ritmo intenso, Maurício desperdiçou chance clara dentro da área, e no minuto seguinte, Kaiki tentou responder, mas seu chute foi bloqueado pela defesa alviverde.
Mesmo com a desvantagem numérica, o time mineiro mostrou resiliência e tentou travar o jogo, principalmente após duas interrupções por lesões do goleiro Cássio, que paralisaram a partida.
Aos 41, foi a vez de Raphael Veiga tentar de perna esquerda, mandando por cima e arrancando suspiros das arquibancadas.
O jogo seguiu truncado até o apito final, com faltas duras de Agustín Giay sobre Matheus Pereira e de Bruno Rodrigues sobre Jonathan, evidenciando o cansaço e a tensão que dominaram os minutos finais.
Quando o árbitro encerrou a partida, o placar seguiu 0 a 0, mas o gramado contou outra história: de entrega, resistência e um duelo tático digno de gigantes. O Palmeiras lamentou as chances desperdiçadas e a oportunidade de retomar a liderança, enquanto o Cruzeiro celebrou o ponto conquistado fora de casa, mostrando personalidade mesmo sob pressão.
Próximo desafio
No próximo sábado (1º de novembro), às 16h, o Cruzeiro volta a campo pelo Campeonato Brasileiro para enfrentar o Vitória, em duelo marcado para o Mineirão, em Belo Horizonte.
Por Mury Kathellen
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo