O vazio do Inter é cada vez mais profundo


Mais uma derrota fora de casa expõe o vazio técnico e emocional do Internacional, que parece caminhar sem direção e sem convicção nesta reta final de Brasileirão

Do Rio de Janeiro, tragicamente, o Internacional não trouxe para casa nenhuma surpresa. Na tarde deste sábado (25), o Colorado entrou em campo contra o Fluminense pela 30ª rodada do Brasileirão e, novamente, foi derrotado. O 1 a 0 imposto pelo Tricolor deixa o Colorado cada vez mais próximo de uma parte da tabela indigesta, mas, pelo futebol apresentado, nada injusta.

Foto: André Durão 

Logo no início da partida, já se pôde ver o quão longo seria o confronto. O Fluminense exerceu amplo domínio do jogo e transformou Ivan no personagem principal de toda a primeira etapa. O Inter, que viveu de tentar se defender, contou com grandes defesas do arqueiro para não sair atrás no placar logo nos minutos iniciais. O adversário fez do corredor direito um parque de diversões.

Durante todo o primeiro tempo, o Internacional conseguiu chegar à frente em uma única oportunidade — numa escapada que começou com Alan Patrick e armou um contragolpe, mas que parou no que pode até ser má sorte de Vitinho, que, frente ao gol, errou o alvo já aos 33 minutos.

O Clube do Povo vive um futebol completamente amorfo, impotente e incapaz — servido de má vontade e de peças muito abaixo do que merece o Sport Club Internacional. E, mesmo que a família Díaz tenha recebido a missão de fazer verter leite de pedra, já se mostra insuficiente também a maneira de fazer futebol dos argentinos.

O time voltou do intervalo com a corda esticada. Sabendo da necessidade de pontuar, produziu em pouco tempo de recomeço de jogo oportunidades mais amplas do que em toda a etapa inicial. Mas, outra vez, morreu na inapetência, na falta de qualidade, na desatenção. O Internacional parece ter sido sugado para um buraco distante — um vazio cósmico destituído de inteligência.

Mesmo com as trocas trazidas do intervalo, o fôlego novo e a NECESSIDADE (sim, em letras grandes e gritantes), o time não sobreviveu muito tempo sem, outra vez, ser vazado. Passava pouco dos 15 minutos da etapa complementar quando Samuel Xavier desenhou o placar da partida. O 1 a 0 descrevia mais um jogo deprimente — e a aproximação da zona de rebaixamento.

O pouco que tentou produzir no começo do segundo tempo, logo foi totalmente engolido pelos mandantes, que contaram muito mais com sua própria incompetência de não transformar o placar em um número elástico e escandaloso do que, propriamente, com a qualidade alvirrubra em se defender.

Agora, o time conta com uma semana de preparação para o jogo contra o Galo, no próximo domingo (2), dentro de casa — um confronto bastante perigoso entre duas equipes que não apresentam bons resultados.

Por Jéssica Salini

Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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