Longe do Beira-Rio, o Inter de Ramón Díaz segue em busca dos primeiros três pontos como visitante
No belíssimo Rio de Janeiro, o Internacional entra em campo neste sábado (25), pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto contra o Fluminense será no Maracanã, às 17h30. O Inter carrega o peso de mais de dois meses sem vitória fora de casa e o fardo de uma temporada que insiste em não se reencontrar. No histórico estádio, a missão é provar que ainda existe alma e vergonha no que resta do futebol colorado.

Vencer fora de casa parece uma alegria cada vez mais distante — e quase inalcançável — para o torcedor colorado. De decepção em decepção, o Inter, que completa seu primeiro mês sob o comando dos argentinos, já desconhece o gosto de um triunfo como visitante. E, convenhamos, vencer dentro de casa também tem sido uma bigorna a ser carregada a cada rodada.
Dessa vez, na capital carioca, Díaz poderá contar com dois reforços importantes: os retornos de Alan Patrick e Carbonero ao XI inicial. A dupla reforça um ataque alvirrubro que segue em seca de gols e com pouca capacidade de oferecer perigo real aos adversários.
Do outro lado, porém, o treinador terá uma baixa da mesma magnitude: Vitão sofreu lesão no ligamento colateral medial e deve desfalcar a equipe por cerca de três semanas. Além disso, por suspensão, o comandante não poderá contar com o lateral-esquerdo titular Bernabei, nem com o reserva imediato Alisson — ambos punidos após o confronto contra o Bahia.
A equipe, que sequer retornou a Porto Alegre, treinou no Rio de Janeiro durante dois dias e encerrou as atividades de preparação para o duelo diante do Tricolor Carioca na ensolarada tarde desta sexta-feira (24). Com as ausências pesando sobre o esquema tático, o “professor” deve optar por recuar Bruno Gomes, atuando mais próximo da defesa.
Assim, o provável time titular tem: Ivan; Bruno Gomes, Clayton Sampaio (Bruno Henrique), Gabi Mercado, Juninho e Victor Gabriel; Luis Otávio e Thiago Maia; Vitinho, Alan Patrick e Carbonero.
A missão é complicada — e talvez nem pela força do adversário, mas pela incapacidade de um elenco que parece não encontrar motivação para estar em campo. Um time apático, que moralmente se mostra vencido antes mesmo do apito inicial, seja com elenco completo ou repleto de desfalques. A distância entre o que se propõe e o que se executa em campo ultrapassa a esfera tática.
A sensação é de que o Inter perdeu mais do que jogos — perdeu a alma competitiva que sempre o diferenciou. Falta chama, falta incômodo, falta aquele algo que faz o torcedor acreditar que, mesmo em meio ao caos, ainda há luta. O que se vê é um elenco que parece vagar por inércia, enquanto a arquibancada busca, sozinha, o que sobrou de paixão. É nessa procura — de alma, de vergonha e de propósito — que o Colorado precisa se reencontrar antes que o campeonato acabe.
O duelo no Maracanã vale mais do que três pontos: é a tentativa de recuperar moral e, ao mesmo tempo, se afastar de uma zona perigosa na reta final do campeonato.
Por Jéssica Salini
Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.