No clássico mais aguardado da série B, Coritiba e Athletico empatam em 0 a 0
Neste domingo (19), o Coritiba recebeu o rival Athletico, em partida válida pela 33ª rodada do Brasileirão – série B. Após grande expectativa diante esse clássico, um dos maiores do Brasil, os times deixaram a desejar e empataram sem gols.

Resultado que foi melhor para o Coxa, que jogou boa parte do duelo com um jogador a menos. Claro que os mais de 35 mil alviverdes presentes no Major queriam ver vitória, mas, como diz o famoso ditado: dos males, o menor.
Com o ponto conquistado em casa, o Cori segue na liderança da rodada com 57 pontos, precisando de pelo menos duas vitórias nas cinco rodadas restantes para garantir o tão esperado acesso à série A. Já o rival… complicou. O Cap precisa vencer ao menos 4 partidas das que restam e secar o povo da sua frente na tabela. A série B promete fortes emoções até o fim.
O JOGO
A semana foi de muita preparação e expectativa para o clássico. Os check-ins para sócios e ingressos esgotaram em dois dias, prometendo o recorde de público na temporada no Couto Pereira, que foi cumprido: quase 39 mil pessoas presentes.
No domingo, a mística do confronto tomou conta da cidade. As torcidas presentes no estádio fizeram a sua parte e apoiaram seus times até o último minuto. Destaque para mais um Green Hell da torcida alviverde, que novamente deu show na bancada.

Para o duelo, Mozart escalou a equipe da seguinte forma: Pedro Morisco, Alex Silva, Maicon, Jacy e Bruno Melo; Filipe Machado, Sebastián Gómez e Josué; Yuri Castilho, Clayson e Gustavo Coutinho.
Logo no início da partida, um susto: Morisco saiu errado e a bola ficou livre para o time do Água Verde, que não aproveitou. Na sequência, as equipes se estudavam e amarravam o jogo, tentando aproveitar nas bolas paradas. O Coxa, que contava com a maior parte da torcida a seu favor, pressionava, mas parava na marcação adversária.
Aos 25 minutos, o lance crucial da partida: Bruno Melo (ou deveria ser chamado de BURRO Melo?), que já havia levado cartão por falta em Julimar, impediu que Benavidez cobrasse lateral e levou o segundo amarelo do árbitro Daronco, causando a expulsão. A partir daquele momento, o Coxa tinha um a menos em campo e, obviamente, o rival foi para cima, tendo mais posse de bola e mais chances de abrir o marcador. Volto a repetir: já agradeceram por ter um grande sistema defensivo? Novamente, se não fosse pelo trio Morisco, Maicon e Jacy, o time não estaria onde está na tabela.
Para a segunda etapa, Mozart colocou Lucas Ronier, que retornava de lesão, no lugar de Coutinho. A mudança surtiu efeito e o Coxa pressionava mais e era mais agressivo no ataque – o que se esperava de um time que jogava em casa.
Entretanto, quem assustou foi o rival. Viveros caiu na área e Daronco foi analisar um possível pênalti. Após quase cinco minutos de espera, o árbitro marcou falta do atacante athleticano no zagueiro Maicon no início da jogada. Ufa!
O jogo seguia mais animado na segunda etapa, com direito a mais cartões distribuídos e treinador do rival caído no gramado por objeto arremessado (aí não). As equipes se entregaram mais ao ataque em busca de abrir o marcador, mas nada do gol sair.
Faltou técnica e sobrou raça. Assim podemos definir o jogo e, principalmente, a postura do Coritiba em campo. Mesmo com um homem a menos, a equipe não se abateu e seguiu consolidada dentro do gramado.
O treinador Mozart falou sobre o desempenho da equipe, principalmente após a expulsão do Bruno: “Depois da expulsão tivemos que baixar um pouco mais [as linhas], mudar a estrutura para defender. E aí é exaltar o que os jogadores fizeram, exaltar os jogadores que entraram. Temos realmente um time, com todas as letras maiúsculas”, declarou.
Fica aquele gostinho de: poderia ser melhor, mas é inegável a entrega. No mais, agora é seguir em busca da pontuação necessária para se consolidar entre os quatro primeiros na competição.
Para isso, o Cori tem mais uma final no sábado (25), às 16h, contra o Volta Redonda, no estádio Raulino de Oliveira. Seguimos!
Por Viviane Mendes, Coxa doida de coração.
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