A montanha-russa que é torcer para o Fortaleza em 2025


Fora de casa, Leão vence o Juventude de virada e segue vivo na luta contra o rebaixamento

Torcer pelo Fortaleza a cada rodada está gerando um caos de total instabilidade emocional no torcedor. Em um jogo a gente acredita, no outro a gente acha que o time já está rebaixado para logo em seguida o time surpreender e vencer fora de casa? A melhora da morte? Ninguém sabe.

Foto: Matheus Amorim/FEC

As campanhas normalmente têm cara: ou os times jogam com cara de rebaixado ou jogam demonstrando reação para sair da zona. O problema do Fortaleza é que ele reveza entre esses dois modos a cada rodada fazendo a torcida entrar em curto-circuito emocional a cada 3 dias. “Meu Deus, já caímos” ou “Meu Deus, ainda é possível”.

A questão é que o time, desde a chegada do argentino Martín Palermo, venceu seus três rivais diretos na zona de rebaixamento. Claro, intercalando com partidas jocosas? Sim. Mas fazendo o que pôde ser feito contra os times do Z4.

Na noite deste domingo (05), o Leão venceu o Juventude fora de casa de virada por 2×1. O susto no começo com o gol dos donos da casa aos 5’ e com o pênalti em seguida deixou os torcedores em clima de velório. O Tricolor ainda não tinha virado um jogo esse ano, não havia vencido fora de casa. A defesa de Brenno evitando um 2×0 não mudou a postura da equipe que seguia apática como na maioria das vezes.

Muitos torcedores terminaram o dia de outro jeito. O clima de “já caiu” acompanhou a depressão do fim de domingo. Até porque perder um confronto direto era certo e ninguém esperava a virada no placar. Pouquíssimos os que ainda fazem cálculos e acompanham as demais rodadas. Não é a matemática. É a postura em campo. É a apatia. É o semblante dos jogadores no banco cobrindo o rosto com as mãos e alguns quase chorando. É o psicológico de papel.

Palermo disse em entrevista que conversou seriamente com os jogadores no intervalo da partida. O argentino não disse o que passou ao seu plantel, mas o Fortaleza virou a partida com gols de  Mancuso e do, até então, criticadíssimo Adam Bareiro, que marcou seu primeiro gol desde a chegada ao Pici.

Dentre as oscilações emocionais, terminamos a 27ª rodada com sentimento de “ainda dá”. Aos trampos e barrancos com esse time horroroso. O desafio é dificílimo, a qualidade técnica é muito baixa, mas o time de Palermo ganha dos que são para ganhar. Nem que seja 1×0 magro, nem que seja tropeçando na bola. O argentino tem 3 vitórias em 5 jogos desde sua chegada e reacendeu uma minúscula chama nos corações de quem já havia jogado a toalha.

Por Sara Cordeiro, colunista do Fortaleza para o Portal Mulheres em Campo

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do Portal Mulheres em Campo


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