Ainda incapaz de ser feliz


Mesmo com Alan Patrick abrindo o placar, o Inter repetiu falhas defensivas e voltou a tropeçar

Já no entardecer deste sábado (27), o Internacional, agora comandado por Dom Ramón Díaz, foi a Caxias do Sul, onde, pela 25ª rodada, ficou no empate com o Juventude. O resultado de 1 a 1, com gols de Alan Patrick pelo Colorado e Ênio pelo Alviverde, não deixou nenhuma das torcidas plenamente satisfeitas. O empate com o Juventude evidencia um elenco curto, desorganizado e a dura tarefa que espera Ramón Díaz.

Fora de casa, o novo comandante assumiu um time que mostra apenas pequenos arremedos de futebol e enfrenta uma lista extensa de desfalques. O elenco já “curto” ainda entregou um jogo inicial sem que o técnico pudesse contar com Braian Aguirre, Juninho e Bernabei, suspensos, além de Rochet, Thiago Maia e Alan Rodríguez, no departamento médico — ausências importantes de um grupo claramente calejado.

Foto: Ricardo Duarte/ Sport Club Internacional

“Com o que tinha”, Ramón levou o Colorado a campo em busca da vitória no Alfredo Jaconi, contra um velho conhecido. Mas, ainda taticamente desorganizado e cansado, o Inter cedeu cedo ao futebol mandante, que, por sua vez, apelou para um jogo truncado. Carbonero, Borré e Alan Patrick não foram apenas marcados de perto, mas caçados em campo. Rapidamente a partida se tornou mais pesada do que deveria: encontrões daqui, pegadas de lá e pouco — muito pouco — futebol de ambos os lados.

Não é como se uma chave mágica fosse virada na troca de treinador e, daquele segundo em diante, todos os problemas se resolvessem. Na beira do gramado, a família Díaz pôde ver o tamanho da confusão em que pode ter se metido: a ausência de sincronia no elenco é visível.

Aos 23 minutos, num erro alviverde forçado por Romero, o Colorado escapou da marcação. No rebote de Jandrei após chute de Carbonero, Alan Patrick abriu o placar. Que bom ser feliz outra vez! Eu confesso: já nem lembrava o gosto de ver o Internacional sair na frente, em vez de se perder correndo atrás do resultado com o adversário em vantagem.

Com o placar aberto, o time pôde respirar um pouco. O jogo, ainda carregado de “elogios e demonstrações de afeto” entre os jogadores — empurrões e cabeçadas —, tomou um ar mais vermelho e branco, mas sem nenhum lance de real perigo ou assertividade na busca por ampliar a vantagem.

Foto: Ricardo Duarte/ Sport Club Internacional

Na volta, o time da casa resolveu ir ao ataque e promoveu trocas para se tornar mais ofensivo. O Inter, que precisa de pouco para ter sua defesa vazada, contava os minutos. Mas o Juventude precisou de pouco mais de 15 minutos na segunda etapa para deixar tudo igual. Outra vez, o torcedor Colorado viu uma defesa inteira apenas observar o adversário bailar em sua área. O filme repetido deixou Ênio ser mais feliz e igualar o placar.

Com o jogo desenhado, dois times seguem penando para reencontrar os três pontos. O que já não era um espetáculo bonito se arrastou ainda mais. O Colorado, por sua vez, deu seu “último suspiro” em busca da vitória já aos 48 minutos, numa jogada que escapou da marcação juventudista, mas que, de novo, não resultou em nada.

O empate foi menos ruim, é verdade, mas escancara em campo o tamanho da encrenca que ainda se tem até o fim da temporada. Já em linha de reta para o final do campeonato, Dom Ramón terá de ser mágico para conseguir levar o time a uma classificação realmente digna no Brasileirão.

Próximo jogo

O Internacional volta a campo na próxima quarta-feira, dia 1º de outubro, para enfrentar o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro. A partida, válida pela 26ª rodada da competição, será disputada no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, a partir das 19h30 (horário de Brasília).

Por Jéssica Salini

*Esclarecemos que os textos desta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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