Com poder de reação e apoio da torcida, Raposa busca o empate no fim do primeiro tempo e garante a virada na etapa final
Em uma noite estrelada de domingo no Mineirão, o Cruzeiro transformou a dificuldade em festa. Depois de um início complicado, em que saiu atrás no placar, a Raposa mostrou garra e poder de reação para virar o jogo diante do Bragantino, vencendo por 2 a 1 com gols de dois crias da Toca: Lucas Silva, em chute certeiro de fora da área, e Kaiki, oportunista na pequena área após escanteio.
Empurrado pela força da Nação Azul, o Cabuloso mostrou mais uma vez que é gigante, que não se entrega em nenhuma circunstância e que tem qualidade para seguir brigando na parte de cima da tabela. Foi uma vitória da superação, do talento e da sintonia entre time e torcida, que juntos fizeram da noite no Gigante da Pampulha um espetáculo inesquecível.

Primeiro tempo: Cruzeiro reage no fim e leva empate para o intervalo
O primeiro tempo no Mineirão começou intenso, com Cruzeiro e RB Bragantino testando forças desde o apito inicial. O time da casa tentou se impor com posse de bola e movimentação, mas encontrou logo de cara um adversário bem armado defensivamente, que marcava com linhas compactas e apostava nas escapadas rápidas.
Nos primeiros minutos, a partida foi marcada por faltas de ambos os lados, mostrando o clima de nervosismo e a marcação pesada. O Cruzeiro rodava a bola, mas não encontrava brechas, enquanto o Bragantino esperava o momento certo para acelerar. Aos 12, Matheus Pereira cruzou, Pedro Henrique afastou e, na sobra, William tentou novo levantamento, mas pegou muito forte, desperdiçando a chance. Era o sinal de que a Raposa tentava, mas não conseguia transformar a posse em perigo real.
Aos 16 minutos, veio o primeiro susto para a torcida celeste, Lucas Barbosa avançou pela esquerda e bateu cruzado, buscando Laquintana, que se jogou, mas não alcançou a bola por detalhe. O Braga mostrou que bastava um espaço para criar situações perigosas. Pouco depois, aos 17, Lucas Romero arriscou de fora da área, mas isolou.
O Bragantino, mais objetivo, foi crescendo. E a recompensa veio aos 26 minutos. Ignacio Laquintana recebeu pela direita, protegeu bem da marcação e recuou para Jhon Jhon, que chegava de trás. O meia bateu de primeira, colocado, e acertou um chute preciso no ângulo esquerdo de Cássio. O goleiro do Cruzeiro até se esticou, mas nada pôde fazer: 1 a 0 para o Braga e silêncio no Mineirão.
A desvantagem mexeu com o Cruzeiro, que partiu para cima em busca do empate. Kaio Jorge arrancou pelo meio e bateu de longe, exigindo grande defesa de Cleiton, que espalmou para escanteio. Aos 31, Wanderson trouxe da esquerda para dentro e finalizou colocado, assustando o goleiro adversário, mas a bola saiu à esquerda da meta. Na sequência, Lucas Romero tentou arriscar de fora da área, mas pegou mal e mandou por cima.
Só que enquanto o Cruzeiro não aproveitava suas chances, o Bragantino quase ampliou. Aos 34, Nathan Mendes recebeu pela direita e serviu Laquintana, que deu passe açucarado para Eduardo Sasha sair cara a cara com Cássio. O atacante bateu firme, mas o goleiro celeste fez uma defesa salvadora, evitando o segundo gol e mantendo sua equipe viva na partida.
Os minutos finais foram ainda mais intensos. Aos 39, Cleiton saiu do gol para interceptar um cruzamento de William e, após choque com Kaiki, ficou caído no gramado, recebendo atendimento médico e paralisando o jogo. Quando a bola voltou a rolar, o clima esquentou, Villalba e Gabriel se estranharam dentro da área, e o árbitro Lucas Paulo Torezin aplicou cartão amarelo para ambos, punição que pesa ainda mais para o zagueiro cruzeirense, suspenso da próxima rodada.
Mas o melhor ainda estava por vir. Já nos acréscimos, aos 47, Matheus Pereira sofreu falta pela direita. A cobrança foi trabalhada, e a bola sobrou para Lucas Silva na entrada da área. O volante não pensou duas vezes, soltou uma bomba de pé direito, um chute seco e preciso, que morreu no fundo das redes de Cleiton. Golaço e explosão da torcida no Mineirão!
Assim, depois de sofrer boa parte do primeiro tempo e ver o Bragantino em vantagem, o Cruzeiro mostrou poder de reação, buscou o empate nos minutos finais e levou para o vestiário um 1 a 1 cheio de intensidade, tensão e emoção. O segundo tempo prometia ainda mais drama e futebol quente no Gigante da Pampulha.

Segundo tempo: Cruzeiro vira no Mineirão e segura pressão até o apito final
O segundo tempo começou com a mesma intensidade que marcou a primeira etapa. Logo nos primeiros minutos, o Bragantino buscou o ataque e obrigou Kaiki a cortar dois escanteios consecutivos. Na sequência, Jhon Jhon finalizou de dentro da área, mas Cássio fez a defesa no reflexo, evitando o pior para a Raposa.
O Cruzeiro respondeu rápido, Matheus Pereira arriscou de longe, e Christian também tentou após escanteio, mas as finalizações pararam na defesa. O time celeste mostrava disposição, ainda que faltasse precisão. Do outro lado, Sasha apareceu novamente aos 3 minutos, finalizando no centro do gol, mas Cássio estava atento.
Aos 16 minutos, o Bragantino quase ampliou no Mineirão, Lucas Barbosa recebeu pela esquerda, trouxe para dentro e acertou a trave em chute perigoso. O susto serviu de alerta para o Cruzeiro, que precisava se reorganizar. Logo depois, Wanderson deixou o campo para a entrada de Gabriel Barbosa, enquanto a equipe paulista também mexia, colocando Fabinho e, mais adiante, Henry Mosquera.
A partida seguiu truncada, com faltas duras e cartões distribuídos. Lucas Silva, Fabrício Bruno e depois Gabriel Barbosa foram advertidos pelo árbitro. O jogo ficou quente, com paralisações por lesões de ambos os lados, incluindo Kaio Jorge e Pedro Henrique.
E foi justamente no momento em que a partida parecia emperrada que a estrela celeste brilhou. Aos 32 minutos, após escanteio pela esquerda, Kaiki apareceu bem posicionado dentro da área e completou de pé esquerdo, empurrando para as redes: 2 a 1 para o Cruzeiro e explosão no Gigante da Pampulha.
O Bragantino tentou reagir de imediato. Mosquera arriscou de fora, mas Cássio defendeu com segurança. Cleiton, por sua vez, seguiu atento nos raros lances em que foi exigido após a virada celeste. O Cruzeiro, consciente da vantagem, apostou em substituições para fortalecer a marcação e explorar contra-ataques: Marquinhos e Bolasie entraram nos minutos finais para dar fôlego novo.
Os acréscimos trouxeram ainda mais tensão. Matheus Henrique, que havia entrado no lugar de Lucas Romero, arriscou de fora da área, mas a bola saiu pela linha de fundo. O Bragantino insistiu, mas parou na defesa celeste, que soube se fechar.
Quando o árbitro anunciou seis minutos extras, o torcedor prendeu a respiração. Cássio ainda levou cartão amarelo por entrada dura, e o jogo seguiu truncado até o apito final. No entanto, nada tirou a festa do Cruzeiro, que mostrou poder de reação e espírito de luta para virar sobre o Bragantino por 2 a 1 no Mineirão.
O resultado coroou a entrega celeste e manteve viva a esperança da Raposa em sua caminhada no Brasileirão, com a torcida deixando o estádio em êxtase após mais uma noite de emoção.
Próximo jogo
O próximo jogo do Cruzeiro é Vasco × Cruzeiro, no dia 27 de setembro de 2025, às 18h30 pelo Campeonato Brasileiro.
Por Mury Kathellen
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