Botafogo perde para o São Paulo em confronto direto e vê o G-4 se distanciar
Botafogo e São Paulo se enfrentaram neste domingo (14), no Estádio Cícero Pompeu de Toledo, em São Paulo, em partida válida pela vigésima terceira rodada do Campeonato Brasileiro. O Alvinegro saiu derrotado por 1 a 0.

Mais uma vez vindo aqui com a mesma sensação de sempre. Apatia? Antes fosse, mas ainda não consigo só entregar na mão do destino. Depois de uma semana tão pesada, que trouxe não só eliminação, mas também perspectivas diferentes das que um torcedor costuma gostar de ter, este domingo colocou a cereja do bolo na festa do fracasso. E querendo ou não, é isso o que 2025 vem sendo: um grande compilado de frustrações.
E antes de tudo: Tá em crise? Chama o Botafogo de Davide Ancelotti. Não marca gol há 13 meses? Espera, sua hora vai chegar!
DE OLHO NA PARTIDA
O jogo começou e se você demorou muito tempo para chegar no estádio ou ligar sua TV, com certeza perdeu o gol tricolor. Aos 6 minutos, depois de uma bola lançada na área, Dinenno colocou o São Paulo na frente. O jogador em questão não marcava um gol há, mais ou menos, 395 dias. Aproximadamente. 9490 horas sem encontrar o fundo da rede. Talvez o Argentino tenha dado muito azar de não ter encontrado a covardia do time do Ancelottinho antes. Tardou, mas não falhou.
Depois de sofrer o primeiro gol, o Botafogo ainda tentou se impor. O São Paulo baixou o ritmo e o Alvinegro tinha mais posse de bola e também, mais domínio na partida. Apesar da superioridade técnica e do próprio duelo, o Botafogo ainda esbarrava em seus próprios fantasmas. A eliminação para o Vasco ainda assombrava o Time de General Severiano. Passes imprecisos, jogadas mal trabalhadas, erros no meio de campo: esse foi o Botafogo dos primeiros 45 minutos.
No segundo tempo, algumas alterações foram feitas pelo técnico italiano, mas foi o Time Mandante que se impôs na última etapa. O Botafogo até tentava sair com velocidade, mas as jogadas eram o retrato do time nesta última semana: uma desorganização medonha.
VIAGEM PARA OS FATOS
Desesperada. É exatamente assim que eu me encontro agora. Eu poderia vir e responsabilizar o técnico, mas estaria, mais uma vez, terceirizando a culpa. Planejamento? Acho que neste 2025 mais falei disso do que disse Bom Dia. Então, já que é para ser repetitiva, vou voltar a dizer o quão inadmissível é o terceiro melhor elenco do Brasil jogar como se fosse um time de várzea.
Nesta última partida, eu talvez tenha visto o lance mais tenebroso da minha vida. Nos acréscimos, o jogador do São Paulo saiu em velocidade para marcar o segundo gol e o zagueiro do Botafogo, Kaio Pantaleão, ANDOU atrás do adversário, não tendo postura de um defensor na hora da marcação. Naquela altura, possivelmente não mudaria mais nada? Talvez, mas enquanto o jogo não acabar, tem que dar a vida.
Podem dizer que isso é só o “Mundo Ideal” do torcedor, mas vai muito além disso. A entrega, a vontade de reverter o placar, mesmo que nada, de fato, aconteça circunstancialmente, dá um recado para os botafoguenses: “Ainda há algo para acreditar! Nós vamos Juntos!”, mas não é isso que se vê desse elenco que já vestiu a mediocridade como traje de gala.
Falta, dentro desse elenco milionário, o senso de urgência. Falta uma auto percepção para ajudar a entender que ainda são um dos principais elencos em âmbito nacional. Falta entender o que, de verdade, significa jogar no atual campeão nacional e continental.
Hoje, deixo meu coração nesse texto. Sem a necessidade de uma análise fria, porque antes de tudo, eu sou muito Botafogo. E esse advérbio, Muito, deixa um lembrete que me difere de qualquer outro que enxergue meu clube como um número: quando pensarem em parar, é exatamente nesse momento que eu fortifico meu chão pra caminhar, lado a lado, com a instituição que me molda não só como uma pessoa fanática, como também faz a minha identidade, tudo o que eu sou.
PRÓXIMA PARTIDA
O Botafogo volta a campo contra o Mirassol na quarta-feira (17), no Estádio Nilton Santos, às 19h30, em partida válida pela rodada atrasada do Campeonato Brasileiro.
Seguimos juntos, meu Botafogo! Pra cima!
Por Julia Aveiro
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo