“Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… É simplesmente impossível!”
Mais um 26 de agosto para comemorar a existência da Sociedade Esportiva Palmeiras. E como diria o rei Roberto Carlos (não aquele que já vestiu nosso manto alviverde, mas de um que também é palmeirense): se chorei ou se sorri, o importante é emoções eu vivi!
Em 26 de agosto de 1914, fundado por imigrantes italianos, nasceu o Palestra Itália, mas perseguido, virou Palmeiras. O Palmeiras que é o time da virada, o time do amor. É o time da arrancada heróica e da paixão palmeirense. Que carrega com orgulho o P no peito, ostenta sua fibra e mostra que de fato é campeão. Ah, Palmeiras meu Palmeiras!

Do Parque Antártica ao Allianz Parque, sua torcida que canta e vibra sempre esteve ao seu lado, mesmo nos momentos em que era impossível sorrir. Nesses 111 anos nem tudo foram flores, e como doeu te ver cair, mas como bem disse o Zé Roberto: o Palmeiras é gigante, e como tal, voltou ao seu lugar de direito. Na tua história houveram tropeços, quedas, capítulos difíceis, porém, não tem manchas nem episódios dos quais nos envergonhamos, pelo contrário, mesmo nas fases ruins nos orgulhamos, porque o Palestra sempre soube se reerguer. Sempre carregamos suas cores com paixão, mesmo nos momentos em que a dureza do prélio não tardou.
Podem falar o que quiser, mas sabemos que em 51 o mundo foi nosso, uma conquista que ninguém pode nos tirar. Também podem espernear e reclamar de dois Brasileiros no mesmo ano, eles existiram. Aproveitem e chorem por duas Libertadores no mesmo ano, porque esse feito não há rival que repita. Quem tem história, conta, quem não tem faz piada.
É Palmeiras, são 111 anos de amor, 1332 meses, mais de 40 mil dias, e um sentimento que só cresce, que é passado através das gerações. Sua história carrega incontáveis títulos e memórias. Em 1942 o Palestra morreu líder para nascer o Palmeiras. O maior campeão do Brasil com seus 12 títulos nacionais. Tricampeão da América, 26 vezes campeão Paulista, primeiro campeão mundial, e uma vasta galeria de troféus e de grandes conquistas.
Uma trajetória que conta com atuações divinas, defesas milagrosas, santo guardando as traves, academias de futebol com gênios da bola. Uma arrancada heróica em 42, onde nasceu a Sociedade Esportiva Palmeiras. Campeão do Mundo em 1951 e não importa o que digam os rivais. Falando em rivalidade, um memorável título Paulista em 1993, sobre o rival de Itaquera, no dia 12 de junho, dia da paixão palmeirense. Primeira Libertadores conquistada em 1999, com aquele gostinho de ter deixado o rival alvinegro pelo caminho.

Quem é que não se lembra daquela virada épica sobre o Flamengo em 99, 3 gols em 10 minutos e Palmeiras venceu por 4 a 2, em um Palestra Itália lotado. Quem não se lembra que após uma fase ruim, com dois rebaixamentos, sem ganhar títulos expressivos, veio 2015 e a famosa frase “se o Prass fizer, o Palmeiras é campeão”, e foi. Campeão da Copa do Brasil nos pênaltis, sobre o rival da Baixada. E muitos outros canecos vieram depois, Copa do Brasil, Libertadores, Brasileiro, Paulistão, Recopa Sul-Americana, Super Copa do Brasil. Comecei esse parágrafo com uma virada e vou finalizar com mais uma: Botafogo 3 a 4 Palmeiras, em um jogo que foi o gatilho para o título brasileiro de 2023.
São anos de histórias, de lutas e de glórias que não caberiam neste singelo texto, escrito por uma alviverde que aprendeu a amar o Palmeiras desde criança. Parabéns SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS!
Por Vânia Souza
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo