Virar a chave? O Fortaleza só gira em falso


Em casa, o Tricolor perde para o Mirassol e segue sua sina de não conseguir uma reação na Série A

Pode trocar o time inteiro e até de fechadura que o negócio não engata. Já nas primeiras rodadas da Série A, Marcelo Paz, SEO da SAF do Fortaleza falou que a briga neste ano seria contra o rebaixamento, escancarando a falta de planejamento estratégico para a temporada (engraçado que ele morre e não assume a culpa pela sequência de erros).

Foto: KID JUNIOR / SVM

Na derrota por 1×0 para o Mirassol no jogo deste domingo pela 21ª rodada do Brasileirão, caras novas, jogadores vindos pela janela do desespero. Bareiro, que chegou como reforço para o ataque, perdeu um pênalti. A escalação parece que é feita no bingo da sorte e, desde sua chegada, Renato Paiva tem apenas 22,2% de aproveitamento em 9 jogos.

O time parece um bando em campo, sem obediência tática, sem intensidade, uma bagunça total e um tormento aos olhos de quem se presta à cornice de ainda ir ao estádio. Algo que vem sendo exigido pela torcida desde o primeiro trimestre do ano, mas sabe-se lá o porquê de a diretoria e os jogadores fecharem os olhos para as sequências de jogos ruins, más atuações e não aceitarem a cobrança. Zero mea culpa.

Acúmulo de derrotas e eliminações. Uma campanha pífia na Libertadores com uma fase de grupos lixosa e uma eliminação marcada pela fala patética de Deyverson, que deveria estar em um circo e não atuando como atleta profissional de futebol. Esse que agora, após o time estar de fora de quase todos os campeonatos, está afastado juntamente de Zé Welison, Martinez e Magrão.

Engraçado que quando o torcedor pede, ele é ignorado. É necessário o time chegar no fundo do poço para a diretoria dar o braço a torcer e retirar a corja de marrecos depois que o custo sai caro. David Luiz, Diogo Barbosa… uma montagem de elenco tenebrosa com jogadores que tiveram episódios de desrespeito à instituição Fortaleza Esporte Clube.

Parece que o elenco não tem forças para reagir. As mãos que eram para tentar sair da zona de rebaixamento estão do avesso e só prestam para cavar ainda mais o buraco em que o time se encontra. Ninguém da diretoria dá a cara a tapa.

Quando o time estava em boa fase o “siou” vivia de entrevista e palestrinha em canais de televisão e em palanques de auditórios. Agora, das poucas vezes que apareceu para a torcida, é com discurso de vereador baseado na espera de um milagre, mas se ele fosse católico mesmo, ele saberia que a fé sem as obras é morta, já dizia São Paulo, mas esse beato de araque parece estar com preguiça de trabalhar. Deus não ajuda preguiçoso. Vai trabalhar, Marcelo Paz.

A permanência na Série A parece distante. Quem acompanha o clube de perto percebe quando o time segue a fatídica cartilha do rebaixamento. Amamos o Fortaleza e seguimos apoiando até o último dia, mas saibam que o time pertence aos seus torcedores e, mais cedo ou mais tarde, os ratos serão retirados da hierarquia interna do Pici. Um leão mesmo ferido, ainda é um leão.

Por Sara Cordeiro, colunista do Fortaleza para o Portal Mulheres em Campo

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do Portal Mulheres em Campo


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