Mesmo sem os titulares, é hora do Corinthians mostrar força e fazer o banco dar conta do recado contra o Vasco
Neste domingo, às 16h, em São Januário, o Corinthians entra em campo para encarar o Vasco em mais um confronto direto contra a parte de baixo da tabela. O Timão chega pressionado: ocupa a 14ª colocação, com 22 pontos, e enfrenta um adversário que vem logo atrás, em 16º, com 19 pontos e ainda um jogo a menos. Ou seja: perder pode complicar.
A preparação e escalação
O técnico Dorival Júnior aproveitou a semana livre para trabalhar ajustes, mas a escalação preocupa. Romero volta de suspensão, mas a tendência é que ele mantenha a dupla de garotos no ataque, Gui Negão e Kayke, que já começaram contra o Bahia. No meio, as ausências de Carrillo e José Martínez pesam, e nomes como Charles, Maycon e Breno Bidon devem assumir a bronca.

E é aí que mora a preocupação de quem torce: um time como o Corinthians, gigante, não pode se dar ao luxo de depender apenas do onze ideal. É óbvio que todo mundo quer ver Yuri Alberto, Memphis Depay e os principais nomes em campo, mas enquanto isso não acontece, o banco precisa aprender a resolver. Não é possível que toda vez que os titulares não jogam a gente já entre resignado, esperando sofrimento.
Provável escalação: Hugo Souza; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, Charles (Ryan), Breno Bidon ed Rodrigo Garro; Ángel Romero (Talles Magno ou Kayke) e Gui Negão.
O torcedor sabe que jogar em São Januário não é fácil. A pressão da torcida do Vasco pesa, e qualquer vacilo pode custar caro. Só que, se o Corinthians quiser realmente se afastar da briga contra o rebaixamento e sonhar com algo melhor no campeonato, precisa mostrar força também nos jogos em que não tem todo mundo à disposição.
Esse é o tipo de partida que separa quem está pronto para vestir a camisa do Corinthians de quem ainda precisa amadurecer. A Fiel não aceita corpo mole. É jogo de superação, de raça e de provar que, mesmo sem o time titular, o Corinthians ainda sabe ser Corinthians.
Por Roanna Marques
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.