Com raça e talento, Cabulosas avançam e transformam o Independência em palco de festa
O Cruzeiro escreveu um capítulo inesquecível na manhã de domingo (17), no estádio Independência. Diante de uma torcida apaixonada, as Cabulosas venceram o RB Bragantino por 2 a 0 e garantiram, pela primeira vez na história, uma vaga na semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino. Os gols, marcados por Letícia Moreno e Gisseli, transformaram a amanhã em festa azul em Belo Horizonte.

Um passo além da história
Antes, as Cabulosas já haviam esbarrado duas vezes nas quartas de final. Em 2023, caiu diante do Corinthians, com um pesado 6 a 3 no agregado. No ano seguinte, o algoz foi justamente o Palmeiras, que venceu por 4 a 3 na soma dos jogos. Desta vez, a história foi diferente: o time não apenas competiu, mas se impôs do início ao fim.
Primeiro tempo: chances e drama
Desde o apito inicial, o Cruzeiro tomou conta da partida. Foram escanteios venenosos, chutes que tiraram tinta da trave e duas bolas explodindo no travessão, além de grandes defesas da goleira Thalya Nobre, que evitou o gol celeste diversas vezes. O Bragantino até tentou responder em jogadas esporádicas, mas passou a maior parte do tempo sufocado na defesa. Apesar da pressão, o 0 a 0 permaneceu até o intervalo, deixando o clima carregado de ansiedade no Horto.

Segundo tempo: as estrelas brilharam
O gol que abriu o caminho veio cedo, aos 8 minutos. Em cruzamento na área, a goleira do Bragantino afastou mal e a bola sobrou para Letícia Moreno, que emendou um voleio perfeito e balançou as redes. O VAR confirmou, e o Independência virou caldeirão: 1 a 0 Cruzeiro.
Com a vantagem, as Cabulosas não diminuíram o ritmo. Byanca Brasil quase ampliou em pelo menos três oportunidades, mas o segundo gol só saiu aos 24 minutos. Belinha soltou uma bomba de fora da área, Thalya rebateu e Gisseli, bem posicionada, não perdoou: 2 a 0. Novamente o VAR entrou em cena, mas a festa foi confirmada.
Depois disso, o Cruzeiro mostrou maturidade de time grande. Segurou a posse, cadenciou o jogo e neutralizou qualquer tentativa de reação do Bragantino, que parou na firme defesa celeste.
Foi uma vitória construída na raça, no talento e na confiança de quem sabia que estava diante de uma chance histórica. O Cruzeiro mostrou personalidade, dominou o adversário e conquistou uma classificação inédita que ficará marcada na memória da torcida.
Classificadas e confiantes, o time agora sonha ainda mais alto: a semifinal contra o Palmeiras é a próxima página dessa história que já começa a ganhar contornos de epopeia para o futebol feminino celeste.
Próximo desafio
Agora, o desafio é ainda maior: o Palmeiras, adversário das semifinais, em duelos marcados para os dias 24 e 31 de agosto.
Por Mury Kathellen
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo