O Colorado vem aí!


Gurias Coloradas esperam repetir a dose de vitória do Brasileirão com placar mais elástico

No anoitecer desta quarta-feira (6), o Internacional entra nos gramados do Passo D’Areia, em Porto Alegre, na gana de bater o Instituto 3B da Amazônia, pela terceira rodada da Copa do Brasil. O apito inicial soará às 19h e tu podes acompanhar o confronto no canal do Youtube do Inter com aquela narração levemente clubista e muito emocionada. 

(Crédito: Lara Vantzen/SCI) 

A última vez que as Gurias encontraram as Feras foi no dia 4 de maio pela nona rodada do Brasileirão A1. À época, o Inter estava enfrentando sérios problemas para manter boas atuações e comemorou muito o resultado positivo, apesar da atuação abaixo do esperado – como havia sido no resto da competição. O Colorado ainda estava sob o comando de Jorge Barcelos com Mayara fixamente no gol e algumas indefinições no meio campo. O gol de Julieta Morales, aos 37 minutos do primeiro tempo, deu início a uma série de tentativas sem sucesso de ampliar o placar e pintou muito bem o que era aquele Inter: esforçado, porém cansado e ineficiente. 

Do outro lado, as Onças da Amazônia vinham de uma vitória interessante contra o Sport e algumas goleadas na conta, o que já mostrava o possível destino daquelas atletas. Mesmo voltando à Série A2, o time nortista mostrou toda a sua raça durante o Brasileirão e foi uma pedra no sapato dos três times gaúchos. Pode não ter vencido, mas deu muito trabalho. 

O jogo seguiu truncado e faltoso para os dois lados. Muitos impedimentos para as Gurias Coloradas e muitas jogadas sem um bom último passe das Feras pintaram um confronto de muitas bolas paradas por falta de fluidez de ambas as equipes. Honestamente, não é isso que queremos ver nos palcos da competição mais democrática do Brasil. 

A última vez que as Onças da Amazônia estiveram em campo protagonizaram um triste fim para a sua participação na Série A1. Com uma derrota por 5×1 muito complicada para as Braga Girls, o grupo fechou seu primeiro semestre como a segunda pior campanha do Campeonato Brasileiro e se despediu da elite do futebol. 

Infelizmente, algumas atletas que se destacaram sob o comando do técnico Bosco Bindá Brasil deixaram o clube. A goleira Kelly Chiavaro foi anunciada pelo Ottawa Rapid e já teve sua estreia no dia 2 de agosto, enquanto a sua esposa, a centroavante Sole Jaimes, ainda tem o perfil do time marcado na bio do seu Instagram, mas não parece ter mais nenhum vínculo. Além delas, a meio-campista Kika Moreno foi anunciada pelo Grêmio no final de julho e deve disputar o Gauchão e a Copa do Brasil pelo Tricolor. A adição mais importante veio na comissão técnica, com a chegada do jovem treinador Wendell Coelho, vindo do time masculino do Monte Roraima, de Boa Vista. 

Desde o último encontro com as Feras, o Inter se reforçou com a lateral Moniquinha, vinda por empréstimo da Ferroviária, e com a volante Alice, que fez um belíssimo Brasileirão defendendo as cores do Juventude na luta pela permanência. A ex-Guerreira Grená já estreou e, inclusive, deu uma assistência no jogo contra o SERC Brasil, enquanto Alice ainda não pisou nos gramados – infelizmente, pois esta foi a melhor contratação do Inter em um tempo. 

O professor Maurício Salgado tem muitas peças em suas mãos e parece já ter encontrado o esquema de jogo no qual elas se encaixam. Não muito diferente da estreia no Gauchão contra o Brasil, as titulares que enfrentarão as Onças devem ser: Mari Ribeiro; Moniquinha, Capelinha, Bianca Martins e Katrine; Jordana, Mayara Vaz e Marzia (Rafa Mineira); Paola Pereira, Clara Güell e Julieta Morales. 

(Crédito: Lara Vantzen/SCI) 

A partida pode parecer fácil antes do apito soar, mas é muito importante lembrar que o jogo é jogado e nada está decidido antes da árbitra apontar o centro do gramado. Temos que entrar concentradas e entender que este resultado define a continuidade do Internacional em uma competição nacional. Vencer este jogo com cautela para seguir vivo na Copa do Brasil é tudo que importa agora. 

Confiamos muito nas nossas gurias, principalmente no nosso ataque, que tem se mostrado venenoso e matador. Parece que esse grupo, com este comandante e com esta formação, entendeu o peso de vestir essa camisa vermelha. Ter as Gurias Coloradas em campo significa ter o povo do Rio Grande do Sul em campo. Sabemos do nosso valor, sabemos do nosso talento e sabemos o respeito que devemos a todos os adversários que cruzam nosso caminho. Por isso, não importa o que aconteça, jogadoras, joguem pela camiseta!

Por Luiza Corrêa

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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