O Tricolor de Salvador jogou melhor e conseguiu se classificar para a semifinal
Alô nação Tricolor!
A grande volta após a pausa ocorreu em grande estilo nesta quarta-feira (9), o Esquadrão venceu por 2 a 1 o Leão do Pici e está na semifinal da Copa do Nordeste. Mesmo jogando em casa e com o apoio dos 31.271 torcedores, o Tricolor Baiano ainda cometeu alguns erros, mas como estávamos com saudades de ver o time do coração jogar, ficamos felizes ao ver William José e Caio Alexandre balançarem as redes com um gol de pênalti e um de fora da área, com direito a frango do goleiro do Fortaleza. Com a vitória fomos dormir felizes e acordamos prontos para deixar a cidade de Salvador ainda mais bonita com as três cores: azul, vermelho e branco.
O elenco escolhido por Ceni lara este confronto foi composto por: Marcos Felipe, Gilberto, David Duarte, Ramos Mingo, Luciano Juba, Caio Alexandre, Everton Ribeiro, Jean Lucas, Ademir, Willian José e Erick Pulga.

Com o início da bola rolando, o Bahia já sentiu dificuldade na saída de bola diante da marcação alta do Fortaleza. As trocas de passe entre Marcos Felipe, Mingo e Caio Alexandre foram importantes em vários momentos para tirar o Esquadrão do sufoco. Os minutos foram passando e o Tricolor Baiano foi avançando, marcando presença no campo de ataque com escanteios e faltas. Um desses lances foi o primeiro susto no adversário, Juba acertou a trave com um chute lindíssimo de fora da área, mostrando para o que o time veio e estava disposto a conseguir. O Esquadrão quase abriu o placar em falta cobrada com Juba, que teve cabeceio de David Duarte defendido por João Ricardo. Gilberto, Everton Ribeiro e Ademir foram as alternativas ofensivas pelo lado direito do time de Ceni.
Com a vantagem dada ao Tricolor Baiano e o fim do primeiro tempo se aproximando, a vontade de ver as redes balançando só crescia. Gilberto tentou, fazendo uma jogada individual, acabou sofrendo pênalt. A arbitragem foi chamada pelo arbitro de vídeo, o lance foi confirmado, e o escolhido para cobrar a penalidade foi William, que abriu o placar, 1 a 0 para o Bahia. Os acréscimos chegaram e junto com ele o ímpeto do time da casa em aumentar o placar, porém, mostrava instabilidade na defesa, o que demandava maior atenção do goleiro Marcos. No finalzinho enfim a vantagem foi ampliada, quando Caio Alexandre chutou de fora da área e contou com uma “ajuda”: a falha de João Ricardo, deixando o marcador em 2 a 0 no final do primeiro tempo.

O Bahia controlou o primeiro tempo com 55% de posse de bola e voltou para o segundo tempo sem substituições, algo que já é marca registrada de Ceni. Mantendo o mesmo ritmo da primeira etapa, o time da casa chegou a ter um pênalti anulado pelo VAR ainda nos minutos iniciais, mas os dois gols mantinham o Esquadrão confortável. Entretanto, as linhas de defesa passaram a ficar mais baixas do que na etapa inicial, a produção em campo também caiu e com isso vieram as mudanças aos 20’, com as entradas de Acevedo, Kayky e Tiago para as saídas de Caio Alexandre, Ademir e William José. Mesmo com a mudança, a organização não melhorou, o que deixou espaços na marcação. Após cruzamento do Leão do Pici, Everton não conseguiu cortar o lance e a tentativa de David Duarte para anular a jogada não teve efeito, Matheus Pereira fez o dele de fora da área, diminuindo a vantagem no marcador.
O gol não só comprovou a desatenção como ligou o alerta tricolor, assim Ceni fez uma nova modificação aos 28’, tirando Everton Ribeiro e colocando Michel Araújo no meio-campo para reforçar a marcação. Minutos depois, foi a vez de dar uma chance a Lucho Rodríguez no ataque, no lugar de Pulga. Com as alterações, Kayky passou a atuar pela esquerda do campo ofensivo. De todas as mudanças, apenas a de Acevedo funcionou, neutralizando as ações adversárias. O Esquadrão seguiu correndo riscos que poderiam ter sido evitados, o pior deles veio de um falta cobrada por Marinho, porém, Marcos estava atento para fazer a defesa.
Segurando a vantagem adquirida no primeiro tempo e jogando de forma consciente a maior parte do jogo, o Bahia se classificou para a semifinal da Copa do Nordeste, onde enfrentará o Ceará.
Fala Professor
Após a partida, o técnico explicou que o time esfriou após a anulação do pênalti no segundo tempo, que poderia ter sido o terceiro gol, e falou que a Copa do Nordeste é a menos importante entre os torneios de mata-mata.
“Fizemos um bom primeiro tempo, no segundo caímos um pouco de produção. São 11 dias treinando, alguns vão cansando durante o jogo. Optamos por fazer trocas, isso muda o ritmo do jogo. O Fortaleza cresceu, o que é normal dentro do jogo, nos deu mais trabalho do que o jogo caminhava depois do primeiro tempo. A gente teve a possibilidade de fazer o terceiro gol e veio um banho de água fria…”
“Eu confesso que das quatro, a Copa do Nordeste é a menos importante. Mas é também muito importante pela tradição. Vamos tentar fazer o melhor Bahia que a gente pode a cada jogo. Vamos tentar sobreviver sem lesões”.
Agenda Tricolor
O Bahia volta a jogar dentro de casa neste sábado (12), mas desta vez com o foco no Brasileirão, o confronto é valido pela 13ª rodada e será contra o Atlético-MG, às 21h.
Por Gizele Mota
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo