Para quem desacreditou, o Verdão chegou às quartas de final do Mundial de Clubes
A partida emocionante entre Palmeiras e Botafogo neste último sábado (28) selou os destinos de duas equipes no Super Mundial de Clubes. O gol de Paulinho, já na prorrogação, garantiu a classificação alviverde e mandou o alvinegro para casa. A equipa de Abel Ferreira se mostrou forte e resiliente para buscar a classificação, e de desacreditado por muitos, o Verdão agora está nas quartas e irá enfrentar o Chelsea.
O próximo adversário é conhecido e desperta lembranças não muito boas à torcida que canta e vibra. Aquele Mundial de 2021 vem à mente, aquele pênalti azarado e a eterna pergunta “e se tivesse acabado com um empate?”. Será que o Palmeiras teria sido capaz de se dar bem nas cobranças de penais? Nunca saberemos, porém, chegou o momento de tentar reescrever um novo capítulo, e desta vez buscar um final feliz.

O Verdão iniciou sua caminhada no Mundial com um empate sem gols com o Porto. Em uma partida disputada, a equipa de Abel perdeu importantes chances de balançar as redes. A torcida cantou, vibrou e empurrou os 90 minutos, e apesar da pressão alviverde do início ao fim, a bola teimou em não entrar.
Já contra o Al Ahly a história foi diferente, enfim a vitória veio. Os primeiros 45 tiveram muito calor e algumas emoções, por alguns momentos tivemos Veiga expulso após dar um carrinho, mas a decisão foi revisada pelo VAR e o cartão retirado. A etapa inicial também teve algumas chances e nenhum gol, esses só vieram na etapa complementar.
O placar foi aberto com um gol contra, e ampliado por Flaco López. Alívio para a torcida que canta e vibra. Mas o segundo tempo não trouxe apenas os gols, o jogo foi paralisado por um alerta de tempestade e ficou parado por quase 50 minutos. E pensar que no Brasil a bola rola até com gramado alagado. No entanto, o evento não interferiu na vitória do Verdão.
Na terceira rodada chegou a hora de enfrentar o Inter Miami, mais conhecido como time do Messi. O Palmeiras esteve irreconhecível na maior parte do jogo, apresentando um futebol bem abaixo e tendo ficado boa parte do tempo atrás no marcador. E quando tudo parecia perdido, o Palmeiras de Abel Ferreira deu as caras, cabeça fria e coração quente entraram em campo e o “never give up” foi colocado na ponta da chuteira. Paulinho e Maurício deram o nome e igualaram o placar, garantindo a classificação em primeiro lugar.

Oitavas de final e um velho conhecido do outro lado: o Botafogo. Em 2023 tiramos deles um Brasileirão que já davam como ganho. Em 2024, no mesmo Brasileirão, Alviverde e Alvinegro disputaram o campeonato ponto a ponto, mas a taça foi para o Rio de Janeiro. Também em 2024 os cariocas levaram a melhor sobre o Verdão nas oitavas da Libertadores.
Pois bem, chegou a hora de dar o troco, e convenhamos, não foi tarefa tão fácil assim. Apesar do domínio do Palmeiras, foram mais de 90 minutos sem bola na rede. Foram chances desperdiçadas e grandes defesas de John, uma agonia sem fim. Paulinho entrou no segundo tempo e acabou jogando mais que os 30 minutos esperados e entregou muito mais que minutos a mais: o camisa 10 marcou o gol que garantiu a classificação alviverde.
Além do gol, uma defesa de cara de Bruno Fuchs deu à equipa de Abel uma vaga para as quartas. Em um momento de pressão adversária, um lance quase estragou a festa palmeirense, mas o Fuchs mergulhou na área, literalmente de cara no chão, e protegeu a bola, auxiliando na defesa de Weverton.
É real: estamos nas quartas de final do Mundial de Clubes. Mesmo o Palmeiras sendo colocado por boa parte da imprensa como o pior time da era Abel Ferreira, mesmo sendo desacreditado pelos rivais, mesmo sendo subestimado. Esse equipa tira forças de onde não tem, e quando tudo parece perdido, ressurge com toda a força e potência que pareciam não existir mais.
Estamos classificados e o próximo desafio é o Chelsea, que o Palmeiras mais do que nunca tenha cabeça fria e coração, porque o apoio da torcida que canta e vibra não vai faltar. AVANTI PALESTRA!
Por Vânia Souza
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo