Sob o sol de Los Angeles, o Glorioso resistiu


Classificado, mesmo diante das desconfianças. É mesmo tempo de Botafogo

Em Los Angeles, onde o sol parecia testar os limites da resistência humana, o Botafogo viveu mais do que um jogo: travou uma verdadeira batalha por sua honra — e venceu, mesmo no placar adverso. A derrota por 1 a 0 para o Atlético de Madrid foi, ironicamente, a consagração de um Botafogo valente, classificado para as oitavas da Copa do Mundo de Clubes como quem prova que nem só de vitórias se escrevem as grandes histórias.

Foto: Vitor Silva 

Era a tarde de segunda-feira, 23 de junho, no lendário Rose Bowl, mas poderia ter sido um roteiro de cinema: o calor escaldante, a tensão de cada minuto, a elegância trágica de um gol tardio de Griezmann. O Glorioso, com a vantagem do empate ou até uma derrota mínima, não se escondeu. Pelo contrário, encarou o time espanhol com coragem, intensidade e futebol.

Desde os primeiros minutos, o Botafogo mostrou que não seria figurante na festa europeia. Savarino perdeu um gol cara a cara com Oblak logo aos nove minutos — um daqueles lances que ficam martelando na cabeça por dias. Artur, de fora da área, levou perigo. O Atlético sentiu o golpe e demorou a reagir. Quando reagiu, trombou com uma muralha preta e branca.

O tempo foi passando, e com ele veio a angústia. A tensão aumentava a cada ataque espanhol, a cada revisão do VAR. Mas havia uma serenidade no Botafogo. Uma firmeza. Como se o time soubesse que aquele jogo estava sob controle — mesmo quando não parecia. E quando Griezmann, o craque francês, finalmente venceu John já aos 40 do segundo tempo, o temor virou realidade. Mas a eliminação? Essa ficou com os espanhóis.

Com o apito final, o que restou não foi alívio, mas orgulho. O Botafogo, tantas vezes subestimado, carimbou sua vaga nas oitavas com um futebol coletivo, valente e maduro. Enfrentou duas potências europeias — PSG e Atlético — e saiu de cabeça erguida, não só por sobreviver ao grupo da morte, mas por ser protagonista nele.

No sábado (28), o desafio será outro, em outra cidade, contra outro adversário. Mas a alma desse time já mostrou do que é feita. Em Los Angeles, o Botafogo não venceu no placar, mas ganhou algo maior: o respeito do mundo. E isso, em um torneio de clubes que sonham em ser eternos, é quase tudo.

Por Rafaela Esteves

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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